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# Sejam Bem-Vindos ao Night Shift!

Cidade de Lisboa, Portugal. Ano de 2032. As coisas não mudaram tanto assim, apenas o cenário, apenas as imagens que passam paralelas as verdades que acontecem. Os leigos alheios aos acontecimentos, isentos de culpas e deveres. Mas, quando aquilo que pode ser uma ameaça para alguns está perdida pelo mundo sem destino ou razão. a esmo podendo está diante de um humano desavisado, para outros a mesma coisas pode significar o início da salvação de uma raça ameaçada e caçada eternamente por gerações. Você irá se importar com alguma dessas coisas? Ou será apenas mais uma pessoa vivendo a sua vida esperando que tudo se resolva, ou, tudo se acabe??
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# Data: Março de 2032
# Local: Lisboa, Portugal
# Temperatura: 26º
# Clima: Noite de céu limpo, brisa suave e clima agradável sem previsão de chuva...
# Lua: Crescente
# Sugestões de Ações:
- Person envolvidos diretamente na Trama Central : Parque Florestal Monsanto ; Pensão da Cidade ; Galpão abandonado
- Outros: Fiquem antentos a RP da trama central, você pode ser escolhido em breve. Qualquer outro lugar sem envolvimento direto com a trama.
# Duração do periodo: Indeterminado!


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REFORMULAÇÃO DO FORUM
(ex Orbis non Sufficit)
Agradecimento especial aos players que fazem isso aqui ser tão importante pra nós. - Fotos tiradas de vários lugares, mas principalmente do deviantart. - Todos os direitos reservados à Staff.

Recuse imitações. o NS é nosso, se copiar qualquer coisa sem antes ao menos pedir nossa autorização é PLÁGIO... E plágio é crime, hein?
Se copiar vai ser #umaputafaltadesacanagem e eu vou teperseguiratéoinfernoporra! xingar muito no Twitter!

bricadeira, mas aviso dado. Depois não diz que eu não avisei.


Night Shift - Turno da noite © 2009-2010

    RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite

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    Richard Goodwhill
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    RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite

    Mensagem por Richard Goodwhill em Dom Jul 11, 2010 2:41 am

    RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite



    Padre Tiago iria fazer a missa naquela noite. Eu não costumava faze-la, não era tão experiente como ele e vez ou outra me limitava as missas diurnas, batizados, casamentos. Mas eu sempre estava presente, auxiliando o velho padre que pronunciava as palavras em latim tão preciosas para aqueles que estavam ali. Dessa vez não havia acompanhado a missa desde o inicio, estava arrumando algumas coisas na biblioteca da Igreja, e já devidamente vestido de batina me esgueirei pela pequena passagem que levava ate o altar. O Padre Tiago rezava o pai nosso para finalizar, passei por entre a pilastra para poder enxergar os fieis que repetiam as palavras.

    “Pater noster, Qui es in caelis,
    sanctificetur nomem tuum.
    Adveniat regnum tuum.
    Fiat voluntas tua, sicut in caelo et in terra...”


    Olhei os rostos das pessoas a frente, todos concentrados nas palavras do padre Tiago, absorvendo cada letra como algo precioso. Meus olhos recaíram na segunda fila de bancos sobre uma garotas de cabelos loiros. Garota? Não, ela não era humana, era um demônio! Uma vampira. Logo eu que não achava que fosse possível a existências desses seres, acabei sendo obrigado a conviver com um! Ela sempre aparecia nas missas, ficava me provocando sentada ali me encarando enquanto fingia que nada acontecia. Me procurava para se confessar, mas nunca o fazia, sempre dizendo coisas sem nexo.

    “Panen nostrum quotidianum da nobis hodie.
    Et dimitte nobis debita nostra, sicut et
    nos dimittimus debitoribus nostri.”



    A encarei por alguns segundos alheio ao que acontecia a minha volta, dei um passo e bati meu pé na base de um candelabro. Escutei, ou seria todos escutaram, o som agudo do metal batendo na parede com o esbarrão meu e eu me atrapalhando segurando para evitar a queda. Olhei meio sem graça de canto de olho para o Padre Tiago que lançou um breve olhar para mim e voltou a falar. O que aquela criatura fazia ali? Senhor! Ela não se importava em estar dentro de uma Igreja para fazer essas graças? Resolvi sair dali antes que atrapalhasse mais a missa. Dei meia volta para volta pela porta que havia passado a tempo de ouvi as ultimas frases do Pai Nosso e fazer o sinal da cruz.

    “Et ne nos inducas in tentationem:
    sed libera nos a malo.

    Amen”


    Eu não sabia onde eu escondia o rosto quando o padre Tiago logo que finalizou a missa e os fieis saiam apareceu na anti sala onde eu estava. Não tinha o que explicar sobre minha trapalhada, e procurei esquecer isso e me focar no que eu fazia, na organização dos livros. Ele passou do meu lado e disse com sua voz calma; “Tudo bem, vá pra casa descansar.” E saiu pela porta para seguir seu próprio conselho. Suspirei baixo. Não queria ir para casa, tinha que terminar o que fazia, e dessa forma voltei a estante velha empoeirada de livros. Não se passou mais do que 5 minutos e escutei passos, me virei acreditando ser padre Tiago ou alguma freira e me deparei com a garota loira estacada como uma aparição bem ali, na entrada da porta me encarando. Sentiu um sobressalto no peito, eu sabia o que ela era, ela me perseguia e o pior, ela fazia questão de deixar isso claro e não se importava de dizer pra mim a verdade. Era difícil acreditar que uma garota com a aparência dela era um ser sem vida, sem alma, que matava para se manter. Por algumas vezes eu quis acreditar que ela tinha uma opção, mas ela sempre me fazia mudar de idéia.

    - A missa já acabou, pode ir embora. – disse serio. – Daqui a pouco as portas serão fechadas.


    Falei e me virei voltando-me aos livros. Quanto mais evitasse qualquer dialogo com ela seria melhor.
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    Re: RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite

    Mensagem por Emilly Teichamann em Dom Jul 11, 2010 1:43 pm


    RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite


    Desde que eu tinha contato a Richard sobre minha verdadeira natureza e toda aquela coisa de ser vampira, ele me tratava diferente. De fato, seria difícil um padre aceitar uma vampira, mas se minha alma já estava perdida, que diferença fazia se eu queria um padre pra mim? Já estava condenada mesmo. Entretanto, passei a freqüentar as missas sempre que podia, a maioria das vezes só para conferir se Richard estava por lá, gostava de vê-lo de batina, ficava mais gostoso ainda. O fato é que esta noite teria uma missa. Corri para o relógio para conferir que horas eram... Droga eu já estava atrasada. Coloquei uma roupa um pouco mais comportada, para não parecer um ET dentro daquela igreja. Apressei-me para chegar e o padre Tiago já tinha começado o Pai Nosso. Sentei na segunda fileira de bancos, procurei por Goodwhill, mas não o encontrei. O cheiro de todos aqueles humanos se misturavam e ficava praticamente impossível de distinguir o dele, por mais que eu o tivesse memorizado.

    Enquanto padre Tiago continuava a reza, vi Richard subindo no altar e vasculhando os fieis, seus olhos caíram sobre mim e eu lancei um sorriso. O rosto dele era tão bonito... Pena que eu havia contado a ele meu segredo e ele tivesse feito um voto de castidade, não me importaria de ir ao inferno com ele, mas ir ao céu com ele era melhor ainda. Os olhos deles fixados no meu pareciam aturdidos, vi ele se movendo, um passo somente... A queda de um candelabro. Tapei a boca evitando rir, ele ficou desconcertado? Preferia acreditar que sim. O som da queda do candelabro fez muitos curiosos olharem, Richard saiu dali por onde entrou e o padre Tiago continuou o Pai Nosso. Ao fim das últimas palavras fizemos o sinal da cruz. A missa ficava sem graça sem a presença dele, mas eu já sabia onde encontrá-lo depois. Esperei o padre terminar e dispensar a maioria, ele se retirou, assim como todos os fiéis. Permaneci ali na segunda fileira, a única alma ali, ou melhor, o único ser ali presente.

    Com a multidão longe era fácil escutar o que acontecia do outro lado da parede. Ouvi alguém mexendo em alguns objetos, tirando-os e colocando-os, o barulho repetitivo me cansou. Esperei alguns minutos e apareci na biblioteca da igreja. Um sorriso estampado em meu rosto. Eu podia ter chegado sem ter feito barulho, ficar somente o observando, mas preferi uma entrada mais ‘normal’, ele ainda não estava acostumado aos costumes de uma vampira. Esperei que ele falasse alguma coisa, como se fosse uma permissão para que eu pudesse falar. Então ouvi as palavras em tom audível para um humano, muito mais para mim.

    - A missa já acabou, pode ir embora. – o tom sério perceptível – Daqui a pouco as portas serão fechadas. – seus olhos voltaram aos livros, porque ele não me olhava por mais tempo que o necessário?

    - Eu não quero ir... – disse sem pensar – Quer dizer, acho essa missa curta demais, você bem que poderia me ensinar mais alguma coisa sobre seu amado Senhor. Juro que não vou fazer nada demais hoje, e bem, você sabe que não costumo dormir a noite...

    Esperei sua resposta, ele sabia que eu não dormia a noite... Por que queria me expulsar dali? Me encostei no portal da biblioteca e aguardei esperançosa.
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    Richard Goodwhill
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    Re: RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite

    Mensagem por Richard Goodwhill em Dom Jul 11, 2010 11:35 pm

    RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite




    Fechei um exemplar dos mais antigos que segurava e pousei sobre a prateleira mais baixa a minha frente da estante. Olhei para a prateleira a cima e puxei outro livro colocando na mesa ao lado. Queria poder fingir não saber que ela ainda estava ali. Mas eu sabia que estava. Ela queria que eu soubesse e só por isso eu podia ouvi a respiração apenas de capricho dela.

    - Eu não quero ir... – disse ela, a voz dela me soou estranhamente familiar. Acho que era o costume de te-la me perturbando quase sempre que me dava essa sensação. – Quer dizer, acho essa missa curta demais, você bem que poderia me ensinar mais alguma coisa sobre seu amado Senhor. Juro que não vou fazer nada demais hoje, e bem, você sabe que não costumo dormir a noite...

    Prendi a respiração por alguns segundos. Como que é? Como ela ousava me dizer que queria aprender mais sobre Deus, que eu deveria ensinar? Eu me virei e a encarei sério, não estava acreditando no que ouvia. Ela deveria estar debochando com a minha cara, eu tinha consciência que ela aparecia nas missas para me irritar, e não para ter qualquer conhecimento ou redenção. Não gostava de me sentir afetado e perder o controle das minhas emoções. Havia aprendido a controlar tudo aquilo que não devia, tinha que me manter nulo, não podia acusar, minha obrigação era ajudar os que precisavam. Suspirei. Puxei da prateleira que arruma uma bíblia e coloquei sobre a mesa do meu lado e a frente dela.

    - Se quer aprender, leia. Não posso lhe ensinar o que você não quer aprender. – falei calmo e educadamente. – Quem sabe isso não possa lhe dar alguma ocupação nas noites.

    Falei e voltei-me a prateleira. Mas não conseguia mais me concentrar no que fazia. Larguei o ultimo livro que segurava na mesa e passei por ela a porta ainda subindo os poucos degraus que separava a biblioteca da anti sala do altar. A anti sala do altar era uma espécie de sala, com mesa, e algumas estantes com poucos livros em comparação ao cômodo da biblioteca que se seguia depois dos degraus. A presença dela me incomodava, a única coisa que me passava em mente era sair dali. Tirei o típico colarinho branco que era encaixado perfeitamente na gola da batina e folguei-a para respirar melhor. Pousei sobre a mesa o acessório e fiz o sinal da cruz me virando para ir embora. Mais uma vez prendi a respiração de susto! Ao me virar a vir diante de mim, quase a poucos centímetros de distancia, me fitando. Me peguei hipnotizado pelos olhos dela e por breves segundos os meus recaírem sobre os lábios dela que mantinham um sorriso irônico. O quê eu estava fazendo?! Balancei a cabeça espantando aquele transe e dei uma passo atrás.

    - Pare de brincadeiras Emilly. Eu não quero ser rude ou mau educado.

    ----
    nany, qlqer me avise q edito.
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    Re: RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite

    Mensagem por Emilly Teichamann em Seg Jul 12, 2010 2:54 pm


    RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite


    Estava sendo educada e tentando ganhar um motivo para ouvi-lo falar mais, mais sobre qualquer assunto. Pedi então que me ensinasse sobre o assunto que ele mais deveria saber, o assunto que mais lhe interessava, o ícone que o fizera jurar uma vida diante da palavra do Criador. Pedi mais conhecimento sobre Aquele que fazia impossível eu tê-lo para mim. Esperei alguns segundos, Richard parecia engolir o que eu dissera como se fosse algo grosso demais, intragável, algo que eu não deveria ter dito. Ele empurrou uma bíblia na mesa e me respondeu:

    - Se quer aprender, leia. Não posso lhe ensinar o que você não quer aprender. – falou calmo e educadamente. – Quem sabe isso não possa lhe dar alguma ocupação nas noites.

    Peguei a bíblia e a segurei. Era só isso então? Eu não podia ser ensinada? Teria que fazer eu mesma? Ótimo. Segui-o com os olhos enquanto ele desistia da arrumação e passava para a anti sala. Vi tirando o colarinho, ele já estava fora demais do meu alcance, usei a velocidade que me era concedida devido ao ser que eu fui transformada, era eficiente. Em segundos eu já estava parada em sua frente, esperei não assustá-lo, lancei-lhe um sorriso irônico. Já que ele não achava que eu merecia aprender, devia dar um motivo.

    - Sabe, eu posso ler. E minhas dúvidas, com quem irei tirar? João 3:16 diz que Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu filho unigênito... Ele fez um grande sacrificio... Por acaso você tem idéia de que não fui eu que escolhi ser assim? – ele sabia do que eu estava falando. – Vamos lá padre, você não quer que eu comece um momento emocional aqui, certo? Só estou te pedindo para me ensinar, passar mais tempo comigo... Não vou tirar a vida de alguém que veio supostamente para salvar milhares de outras vidas.

    Avancei lentamente, dessa vez, para ficar o mais próximo que podia dele. Encarei-o por alguns instantes, era bom saber que ele podia me conceder alguma outra chance, se ao menos eu tentasse ganhar sua confiança primeiro... O fato é que eu queria esse padre e do jeito que fosse preciso eu o ganharia, por mais que isso me exigisse um estudo aplicado a Palavra Sagrada. A bíblia ainda permanecia em minhas mãos, eu a centímetro dele.

    - Então... Eu não mereço uma chance, Richard?

    Essa questão de salvação de alma eu não entendia muito bem, pouco menos sabia se ainda tinha uma ou não. Isso ainda nunca tinha me feito diferença... Até encontrar esse padre, até encontrar Richard. Jamais tinha ligado ou ao menos pensado em outra vida depois da transformação, eu gostava das habilidades extras, era mais forte do que fui em vida, por que logo agora eu iria querer mudar? Essa pergunta só tinha uma resposta, aquele ser que estava a minha frente.
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    Richard Goodwhill
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    Re: RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite

    Mensagem por Richard Goodwhill em Seg Jul 12, 2010 10:13 pm

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    Ela nunca me ouvia, se ouvia, fingia não ligar para nada o que dizia. Nem ao menos se deu o trabalho de tentar desconversar o assunto, acho que nem ouviu a minha advertência, e continuou insistindo. Eu estava tentando me manter impassível, não me alterar e ser educado mas havia momentos que eu desejava poder dá umas boas resposta para ela! Por quê ela não vai procurar outros como ela para passar seu tempo, se distrair? Eu não conseguia acreditar que ela estava ali por quê estava arrependida de algo ou por quê era religiosa. Apesar de saber que eu não devia fazer suposições sem conhecer as pessoas, eu não conseguia acreditar nisso. Antes de saber a verdade sobre ela eu ainda me enganava, convencido de que ela era apenas uma jovem interessada nos assuntos religiosos, admito que estava até me acostumando em ver periodicamente a jovem nos bancos da Catedral. Mas aos poucos ela foi agindo diferente, o tom da voz mudara, as confissões começaram a soarem estranhas e me faziam sentir culpado. Até que uma noite ela veio com aquela historia. A principio achei que era alguma gracinha, tirando sarro da fé de um padre tão novo como eu, mas ela me mostrou aquelas pressas e olhos. O rosto que antes lembrava de um anjo agora me fazia pensar em estar vendo um demônio!

    - Sabe, eu posso ler. E minhas dúvidas, com quem irei tirar? João 3:16 diz que Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu filho unigênito... Ele fez um grande sacrificio... Por acaso você tem idéia de que não fui eu que escolhi ser assim? Vamos lá padre, você não quer que eu comece um momento emocional aqui, certo? Só estou te pedindo para me ensinar, passar mais tempo comigo... Não vou tirar a vida de alguém que veio supostamente para salvar milhares de outras vidas.
    Suspirei baixo impaciente, ela se aproveitava de saber das minhas obrigações enquanto padre. Esse era o trunfo dela e o meu ponto fraco. Apesar de me senti ultrajado com o descaramento dela ao citar passagens bíblicas como meio de desculpa, eu tinha consciência que a culpa não era dela de ter sido transformada numa vampira, apesar de também saber que ela poderia fazer outras escolhas e não viver do sangue humano. Era essa linha tênue que ainda me impedia de ignorar completamente ela e proibir sua entrada ali por ter ainda algum tipo de compaixão.
    - Então... Eu não mereço uma chance, Richard?

    Ela novamente falou, se aproximando mais uma vez de mim. Olhei de relance para as mãos dela e vi ainda em sua pose a bíblia que havia oferecido. Eu não tinha medo dela, não tinha medo do que ela podia fazer, simplesmente não me importava, mas não seria por isso que eu aceitaria as coisas mais fácil.

    - Eu só quero que você me dê paz e fique em paz também. – disse sem me mover. – Não temo nada que você possa fazer, se for para ser dessa forma o meu destino, se assim for do desejo do Senhor, não serei eu que irei mudar. – a encarei brevemente desviando olhar. – Uma chance? Quantas já não lhe foram dadas? Não foram suficientes? Não aprendeu ainda o que tinha que aprender? Então me diga você, o que quer saber de mim? O que eu teria para poder lhe ensinar, já que me mostrou que conhece a bíblia?
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    Re: RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite

    Mensagem por Emilly Teichamann em Ter Jul 13, 2010 2:44 pm


    RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite


    Estava consciente de tudo que eu fazia, acompanhava cada respiração do padre e ouvia seus batimentos cardíacos. Por que ele se fazia tão difícil? Usei uma passagem da bíblia que supostamente dava a entender que Deus havia dado Seu Filho por todos e por que diachos eu não me incluía nessa lista? Eu não havia escolhido ser transformada, porque ele não aceitava logo esse fato? Eu duvidaria muito que ele não gostaria ao menos 0,1% da imortalidade. A carne é fraca e as vontades da mesma são praticamente dominantes sobre nós. Esperava que ele pudesse entender, ele era um padre oras. Não devia simplesmente me dizer um ‘tchau’ e pronto.

    Terminei perguntando sobre a chance que eu pedia, era só o que me faltava. Eu podia ser uma pessoa legal se me deixasse, jamais o machucaria, ele sabia disso. E eu não ia diariamente me confessar dizendo: Padre me desculpe por matar uns ontem, três hoje e pensar em matar mais dois amanhã. Jamais precisaria ouvir isso, nem teria que me agüentar se não tivesse me chamado tanta atenção. Por que ele? Droga. Suspirei, estava muito perto do homem que a segundos atrás usava um colarinho branco. Meus olhos estavam na cor natural, nada ameaçador.

    - Eu só quero que você me dê paz e fique em paz também. – disse sem me mover. – Não temo nada que você possa fazer, se for para ser dessa forma o meu destino, se assim for do desejo do Senhor, não serei eu que irei mudar. – a encarei brevemente desviando olhar.

    - Ter paz? Isso é hilário! Diz-me como se tem isso, você não sabe o que eu encaro diariamente. E é isso que eu quero aprender, talvez ter um pouco de paz e você. Arqueei uma sobrancelha. Eu não precisaria chegar a um ponto mais avançado.

    – Uma chance? Quantas já não lhe foram dadas? Não foram suficientes? Não aprendeu ainda o que tinha que aprender? Então me diga você, o que quer saber de mim? O que eu teria para poder lhe ensinar, já que me mostrou que conhece a bíblia?

    - Então você diz que o pecador não tem direito ao perdão? – olhei incrédula – Conhecer o que está escrito é uma coisa bem diferente de entender, padre.

    Dei um passo na direção contrária a ele. Eu podia desistir por hoje, ganhar a confiança dele era uma tarefa árdua e complicada. Mas, desistir era algo que estava fora de cogitação, aquele padre ia ser meu ainda.E voltei o olhar pra ele, uma última tentativa.

    - Bem... Se quiser que eu vá é só dizer, está tudo bem. Vou compreender que você não pode me ajudar.

    Sim, eu ficaria ali até ele dizer que não me queria mais presente. E esse era um dos meus principais golpes, por mais que eu tivesse esperança de que ele não me mandasse embora dali, sabia que ele poderia fazê-lo.
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    Richard Goodwhill
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    Re: RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite

    Mensagem por Richard Goodwhill em Dom Jul 18, 2010 6:30 pm

    RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite


    E ali estava eu. Sem me mover, encarando aquela garota que ao longe não se passava de uma mulher nos seus 22 anos, talvez mais, mas não chegava aos meus 26 anos. Mas se tratava de uma criatura que estava acostumada a matar, caçar, e coisas que preferia não pensar para não me arrepender de não ter dito ainda até hoje nada para o padre Tiago. A presença dela aqui era quase uma blasfêmia, audácia, e o que ela fazia comigo, um insulto. Estava brincando comigo, fazendo jogos, talvez eu havia se tornado uma espécie de passa tempo diferente para ela e para o que ela é. Não era tolo e nem cego. Não nasci padre, não nasci dentro de uma Igreja, tive minha infância como qualquer outra criança, fui um adolescente, como tantos outros, problemas, confusões, amigos e garotas. Mas nada disso me fazia muda de idéia da decisão que havia tomado, do caminho que seguia e do que eu era. Por isso, apesar de tudo, apesar dela, eu sempre soube de tudo que tive que abrir mão e não reclamo disso.

    - Então você diz que o pecador não tem direito ao perdão? – ela me encarou com ar de incredulidade. Cheguei a me espantar com sua reação. –Conhecer o que está escrito é uma coisa bem diferente de entender, padre.

    Ela deu uma passo atrás, parecendo que estava desistindo daquela conversa e contrariada por ter ouvido minhas respostas sobre suas chances. Me encarou mais uma vez e voltou a falar:

    - Bem... Se quiser que eu vá é só dizer, está tudo bem. Vou compreender que você não pode me ajudar.
    Suspirei baixo fechando por alguns segundos os olhos pensando o que eu estava fazendo ali ainda. Por quê eu ainda esperava algo dela? Eu sabia o que ela era, eu sabia que não devia esperar nada. Mas eu estava preso a batina e devia isso, eu não sabia se ela estava sendo sincera ou não. Era complicado saber quando ela dizia a verdade ou quando era mera encenação. Voltei a encara-la depois de refleti comigo mesmo. Assim como ela dei um passo atrás me afastando, precisava disso. Dei alguns passos e me aproximei da mesa, contornei o móvel e parei do outro lado, deixando a mesa entre eu e a vampira.

    - Deus sabe por onde você anda e vê tudo o que você faz. *(Prov. 5:21) Tudo só acontece pela permissão dele. E, tenho que acreditar, que isso também. – disse, tentando me convencer que eu estava agindo corretamente, que era o que devia fazer. – A casa do Senhor recebe todos que precisem, não sou eu que vou impedir sua presença aqui. E, deve saber, que para poder então lhe fazer ‘entender’ algo tenho que ouvi de você o que quer. - Apoiei as duas mãos sobre a mesa ainda de pé e indiquei a cadeira a frente da mesa para que ela enfim demonstrasse que queria mesmo aprender algo. Esperava não me arrepender disso. – Tudo bem. Pediu-me uma chance, ajuda, estou lhe dando. Não me faça me arrepender disso.

    Esperei. Queria só ver se ela realmente sabia o que estava fazendo ou se estava só inventando achando que eu não perceberia.

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    Re: RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite

    Mensagem por Emilly Teichamann em Seg Jul 19, 2010 8:56 pm


    RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite



    Estava tendo ilusões? O padre tinha finalmente aceito minha proposta de me ajudar, de cumprir o seu papel, mesmo que tivesse usado um provérbio para tentar me convencer de que se eu estivesse mentindo Deus saberia. Por que ele tinha que meter o Senhor eterno desse jeito? Suspirei, enquanto ele rodeava a mesa e tagarelava sobre as almas necessitadas de ajuda – o que no caso, seria eu, oi – então finalmente ele me indicou uma cadeira. Usei a velocidade normal, não queria assustá-lo novamente. Primeiro: Ganhar Confiança; Segundo: ... Deixa pra lá.

    Sentei na cadeira indicada com entusiasmo, tinha ganhado um tempo a mais com ele e a sós. Isso era bom e era um ótimo começo, desde que ele não saísse gritando “Tem uma vampira aqui” e não tentasse usar água benta ou cruzes em mim, estaria tudo certo. Eu odiava aqueles bangs que os humanos usavam, que coisa idiota. Fala sério que apontar uma cruz pra alguém surte algum efeito? Ignorei o pensamento antes que meu humor se alterasse e eu não conseguisse mais bancar a mocinha indefesa e frágil precisando de socorro. Formei minha melhor cara de inocente e verdadeira, enquanto ouvia-o dizer.

    - Tudo bem. Pediu-me uma chance, ajuda, estou lhe dando. Não me faça me arrepender disso.

    - Não irá, padre. – cruzei os dedos atrás de mim num ato rápido e escondido.

    Peguei a bíblia que ele tinha me dado e a coloquei em cima da mesa, a capa não estava tão gasta e provavelmente aquela bíblia era da própria catedral, o que não faria diferença se ela voltasse ou não para o seu lugar, faria? Abri a bíblia a esmo, caiu no velho testamento. Alguma coisa sobre Jó, aquele cara doido que sofreu pra caramba e não negou seu Deus. Mas não era isso que eu queria aprender, nem tinha noção do que era na verdade, o que eu queria mesmo era estar com ele e ser uma das melhores fiéis daquela igreja.

    - Eu não faço idéia de por onde começar... Eu sei algumas coisas sobre as histórias do velho testamento, mas elas não são tão legais como os livros da lei... Que eu acho que são os cinco primeiros, certo? – pedi a confirmação dele – Então, o que vai ensinar hoje?

    Cada palavra um sorriso convincente de interesse. Só esperava que ele não desse dever de casa... Juntei as palmas da mão e esfreguei como se tivesse verdadeiramente louca pra começar e então mantive os olhos no meu professor particular, digo padre particular, não, também não é isso. Padre professor – por enquanto só isso.
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    Re: RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite

    Mensagem por Richard Goodwhill em Dom Jul 25, 2010 1:29 am

    RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite



    Emilly. Sim, eu sabia o nome dela, ela tinha um, mas eu evitava pronunciar pois cada vez que o fazia era como se eu estivesse dizendo o nome do próprio Diabo. Emilly, um lobo em pele de cordeiro, se sentando naquela mesa e pegando a bíblia como de estivesse interessada no assunto como nunca. As vezes me convencia isso. A observei abrir a bíblia e folhear algumas paginas procurando o que dizer ou perguntar. Permaneci de pé, apenas acompanhando com os olhos o que ela fazia e ate onde iria aquilo.

    - Eu não faço idéia de por onde começar... Eu sei algumas coisas sobre as histórias do velho testamento, mas elas não são tão legais como os livros da lei... Que eu acho que são os cinco primeiros, certo? Então, o que vai ensinar hoje?

    Sempre com aquele sorriso no rosto. A cada palavra que ela dizia finalizava com um sorriso digno de um comercial de creme dental. Tentei vasculhar comigo mesmo desde quando ela me perguntava alguma coisa da bíblia? Uns quatro dia? Três? E eu ficava evitando, contornando, até que não tive mais saída hoje. Concordei com a cabeça sobre o comentário dela sobre os livros da lei. Suspirei baixo, estava cansado. Cansado da insistência dela. Resolvi me sentar e puxei a cadeira para próximo de mim, tomando cuidado para ficar longe o suficiente dela. E comecei a falar.

    - Sabe rezar pelo menos?Hum? É um bom começo. O Pai Nosso? – dizia com a cabeça baixa observando a superfície da mesa enquanto lembrava de minhas próprias orações, das minhas confissões recentes ouvidas por outro padre. – É sempre bom pedi perdão pelo que faz, se fez ou mesmo fará... mesmo sendo uma questão de escolha.

    Livre arbítrio. Todos receberam o dom da escolha, capazes de decidirem seus destinos e vidas, mas sempre cientes de que cada escolha gera e trilha um caminho e conseqüência. O que tornava fácil errar, errar mais, com freqüência, e justamente por isso recorrer a fé. Uma via de duas mãos.E, eu não podia entrar pela 'via' errada. Não podia.


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    Re: RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite

    Mensagem por Emilly Teichamann em Ter Jul 27, 2010 11:05 pm


    RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite


    Ele sabia como ser provocante sem ao menos notar. Droga! Porque ele tinha que ficar com aquele ar sério e todo sedutor se eu estava tentando bancar a boazinha? Isso não era justo. O jeito que ele me afetava não era nada justo. Se eu não tivesse a intenção de tê-lo pra mim, para todas as diversõezinhas me asseguraria eu mesma de matá-lo. Mas minha meta não era essa... Me concentrei no livro sagrado a minha frente, enquanto tentava impressioná-lo e ganhar sua confiança, mostrando algum conhecimento sobre os livros da lei. Ele concordou acerca disso. Dei de ombros, como se fosse humilde o suficiente – como eu era boa nisso.

    A questão era o que ele ia me “ensinar” hoje. Eu conhecia algumas das coisas da bíblia do tempo em que eu era uma simples humana. Hoje, não fazia isso por interesse em rendição, salvação e qualquer outra coisa. Era impossível eu ter o perdão depois de tantas vidas dizimadas e dos sorrisos divertidos enquanto eu os caçava, os gritos desesperados e nenhum socorro. É, eu não podia ficar pensando nisso se quisesse fazer uma boa máscara de arrependida.

    O padre gostoso se sentou e eu pude fitá-lo com mais intensidade, enquanto ele tomava cuidado para ficar longe de mim. Esbocei um sorriso malicioso durante a atitude dele. Então voltei a me focar na bíblia sobre o tampo da mesa. Enquanto ouvia a respiração de Richard tomar conta do ambiente, juntamente com a minha que era regular e baixa.

    - Sabe rezar pelo menos?Hum? É um bom começo. O Pai Nosso? – dizia com a cabeça baixa observando a superfície da mesa.

    - Eu sei ele inteiro, como diz em Mateus 6. Eu não tenho muita certeza se é esse o capitulo, pode conferir? – empurrei a bíblia pra ele.

    É sempre bom pedir perdão pelo que faz, se fez ou mesmo fará... mesmo sendo uma questão de escolha.

    - E se não for uma questão de escolha? For uma questão de sobrevivência? Suicídio é pecado, conforme está escrito. – dei de ombros – Mas voltando ao assunto anterior, sobre orações. Essa é a única que eu sei, porque é a única que está escrita na bíblia.

    Me senti mau dizendo isso. Certamente eu tinha pontos a melhorar, a companhia dele estava fazendo efeitos que eu jamais imaginei. Droga! Eu só queria-o pra mim, nada de arrependimentos, frustrações, remissões. Eu estava indo longe demais por ele. Ele tinha que valer a pena. Arfei enquanto tentava limpar minha mente e recompor a fachada em meu rosto, o sorriso singelo e a feição de arrependida no rosto.
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    Re: RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite

    Mensagem por Richard Goodwhill em Sab Jul 31, 2010 12:33 am

    RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite



    Ela empurrou a bíblia na minha direção para que eu consultasse, lancei um olhar sobre a capa e apenas pousei a mão sobre ela. Não precisava consultar, sabia muito bem onde que estava o Pai Nosso na bíblia, e ela também pelo jeito. Suspirei baixo pensando comigo mesmo e me distraindo um pouco. Será que já era muito tarde? A essas horas a maioria das pessoas da catedral já haviam se recolhido, tinha que fechar a Igreja antes de ir embora. Mas como que eu ia embora com ela aqui? Que horas eram? Já estava me sentindo incomodado por estar a tanto tempo na presença dela. De alguma forma isso me desconcentrava, me fazia sentir que estava fazendo algo errado, algo que não podia. Estava fazendo algo errado bem ali, na casa do senhor! Devo estar ficando louco!

    - E se não for uma questão de escolha? For uma questão de sobrevivência? Suicídio é pecado, conforme está escrito. Mas voltando ao assunto anterior, sobre orações. Essa é a única que eu sei, porque é a única que está escrita na bíblia.

    OTIMO. Estava ouvindo isso mesmo? Ou melhor, estava entendendo isso mesmo? Ela continuava em insistir de me convencer que ela não queria ser aquilo que era? A encarei por alguns segundos, tentando decifrar se era verdade ou não, se aquela duvida que eu sentia a respeito dela era boa, por acreditar que ela realmente não queria aquilo, ou se era ruim, por saber que ela não se arrependia disso? Me senti meio confuso quando a encarava, quando me deparei com os olhos dela a me encarar em retribuição. Uma espécie de torpor me acometeu, posso dizer que estava me sentindo meio tonto? Era ela que fazia isso? Estava fazendo isso? Não. Não era possível, ou era? Desprendi-me daquilo, mesmo sem saber o que era ao certo, e desviei minha atenção dela.

    - Por quê? – não sabia se eu havia feito a pergunta alto demais, ou se eu devia fazer, apenas saiu dos meus lábios quase de imediato. Não fazia sentido para a conversa, ou talvez fosse a única pergunta que tivesse algum sentido ali. – Tudo bem. Já esta tarde, eu preciso ir...preciso fechar...- falei mudando assunto e me levantando. O que eu estava falando? Pelo amor de deus! Eu tinha que fechar a igreja, ir para minha casa, sair dali. – Por favor... – pedi mantendo o tom educado e afastando a cadeira e empurrando para junto da mesa denovo.
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    Re: RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite

    Mensagem por Emilly Teichamann em Sab Jul 31, 2010 3:15 pm


    RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite


    O padre por alguns segundos tornou-se mais calado do que estava. Droga, se ele não falasse eu que teria que falar, mas não podia dizer qualquer coisa, sempre calcular o que havia para ser dito. Contornei a conversa sobre o perdão para os pecados e voltei para o tópico inicial, a oração do Pai Nosso. O silêncio incômodo me deixava um tanto estranha a situação. Eu realmente queria estar com ele, só com ele. Mas dentro de uma catedral? Acho que eu não me importava muito com isso, ou me sentia assim só por ser um método diferente? Tentei segurar um riso que se formou de alguma maneira e permaneci séria a encarar Richard, que dessa vez também me olhava. Sustentei o olhar dele até o máximo que consegui. Então o ouvi pronunciar um “Por que” tão baixo, que talvez se eu fosse humana isso me escaparia.

    Preferi não perguntar, mas eu achava que aquele simples questionamento dele era algo positivo pra mim. Sorri satisfatoriamente dessa vez enquanto o percebi levantando e mais uma vez dando desculpas para ir embora, para se livrar da minha presença:

    – Tudo bem. Já esta tarde, eu preciso ir...preciso fechar...

    Levantei-me juntamente com ele, porém usando da velocidade que me era concedida. Consegui lacrar sua passagem, antes que ele pudesse passar e sair daquela pequena sala onde estávamos... Só nós dois. Droga, se ele queria que eu me controlasse não podia me deixar assim tão perto dele. Ele pediu, por favor, mas eu não consegui mover meus pés. Dei alguns passos, continuando a não deixá-lo passar, entretanto mais próximo daquele padre, homem, de Richard.

    - Eu não posso... – sussurrei.

    Mais um passo. Eu estava frente a frente com ele, não podia deixá-lo fugir agora. Pude ver seus olhos fixos em mim. Ele não estava pensando que eu ia mordê-lo e tudo mais como nos filmes, né? Deixei o pensamento bobo de lado, enquanto tentava mantê-lo prestando atenção em mim. Levantei uma das minhas mãos, tentando alcançar-lhe o rosto. E pela impulsividade, também aproximei meus lábios do dele. Um toque rápido, mesmo assim senti o calor que emanava daquele ser humano. Agora sim, era um bom momento para sair correndo, eu tinha estrago todo o meu plano de confiança mutua primeiro. Corri e parti daquela catedral usando da velocidade vampira mais uma vez. Ele não ia mais olhar na minha cara, nunca mais.
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    Re: RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite

    Mensagem por Richard Goodwhill em Ter Ago 10, 2010 8:54 pm

    RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite



    Me levantei em direção a porta na intenção de deixar claro que precisava fechar a igreja, já estava tarde, e não podia me demorar mais. Porém Emilly se interpôs entre eu e a saída. Prendi a respiração, não conseguia me acostumar com aquelas habilidades dela de vampira, aquele negocio de velocidade. Estaquei a encarando, queria sair dali logo mas meus pés não me obedeciam e fiquei ali, a observando se aproximar mais de mim a cada passo. Podia ouvi minha respiração entre cortada, os olhos delas fixos nos meus, me davam uma sensação estranha, não de medo, de receio, algo ...estranho. Senhor, por que eu não consigo sair daqui? Escutei a voz dela soar baixo, quase inaudível, sussurrar três palavras em resposta ao meu pedido de saída, talvez até para algo mais que eu não soubesse. “Eu não posso.” Não pode o quê? Sair dali? Não pode me morder? Não pode? Não pode... meus pensamentos e perguntas foram interrompidos. Emilly estava diante de mim, próxima demais, senti o toque gelado dos dedos dela em meu rosto e em seguida dos lábios dela encostarem-se aos meus. Por alguns segundos não tive reação, não esperava isso dela, não isso. Quando me desprendi a surpresa de inicio dei um passo para atrás me afastando dela levando uma das mãos aos meu próprios lábios com expressão confusa.

    – O quê...

    Não pude terminar a frase, Emilly desapareceu da minha frente e do lugar. Fiquei encarando a sala vazia agora sem compreender nada. O que estava acontecendo? Isso não devia acontecer, não devia ser permitido, como era possível? Ela era uma vampira, uma assassina, sem alma, não devia ficar me procurando, não devia entrar aqui. E eu? Não devia me senti obrigado por ajuda-la, não devia tentar explicar alguma coisa, na verdade, não devia senti nada... Mas as coisas não eram como se desejava, acontecia e nada do que DEVIA ser era.


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    Re: RP Fechada - Catedral - 18 de Março - Noite

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