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# Sejam Bem-Vindos ao Night Shift!

Cidade de Lisboa, Portugal. Ano de 2032. As coisas não mudaram tanto assim, apenas o cenário, apenas as imagens que passam paralelas as verdades que acontecem. Os leigos alheios aos acontecimentos, isentos de culpas e deveres. Mas, quando aquilo que pode ser uma ameaça para alguns está perdida pelo mundo sem destino ou razão. a esmo podendo está diante de um humano desavisado, para outros a mesma coisas pode significar o início da salvação de uma raça ameaçada e caçada eternamente por gerações. Você irá se importar com alguma dessas coisas? Ou será apenas mais uma pessoa vivendo a sua vida esperando que tudo se resolva, ou, tudo se acabe??
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# Data: Março de 2032
# Local: Lisboa, Portugal
# Temperatura: 26º
# Clima: Noite de céu limpo, brisa suave e clima agradável sem previsão de chuva...
# Lua: Crescente
# Sugestões de Ações:
- Person envolvidos diretamente na Trama Central : Parque Florestal Monsanto ; Pensão da Cidade ; Galpão abandonado
- Outros: Fiquem antentos a RP da trama central, você pode ser escolhido em breve. Qualquer outro lugar sem envolvimento direto com a trama.
# Duração do periodo: Indeterminado!


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REFORMULAÇÃO DO FORUM
(ex Orbis non Sufficit)
Agradecimento especial aos players que fazem isso aqui ser tão importante pra nós. - Fotos tiradas de vários lugares, mas principalmente do deviantart. - Todos os direitos reservados à Staff.

Recuse imitações. o NS é nosso, se copiar qualquer coisa sem antes ao menos pedir nossa autorização é PLÁGIO... E plágio é crime, hein?
Se copiar vai ser #umaputafaltadesacanagem e eu vou teperseguiratéoinfernoporra! xingar muito no Twitter!

bricadeira, mas aviso dado. Depois não diz que eu não avisei.


Night Shift - Turno da noite © 2009-2010

    Vouga - Casa Noturna < RP Aberta> 24/03/2032, noite

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    Lucas Dekker
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    Vouga - Casa Noturna < RP Aberta> 24/03/2032, noite

    Mensagem por Lucas Dekker em Sab Maio 08, 2010 11:32 pm

    RP Aberta- 24/03/2032, noite - Vouga - Post n°1

    "...In periculo non est dormiendum...."

    Como quase todas as noites costumava fazer, saia da moradia que dividia com alguns outros descendentes e caminhava pelas ruas. Não procurava nada, não estava caçando, não estava procurando confusão dessa vez e nem perseguia nenhum rastro de caçadores. Apenas, vagueava. Havia adquirido esse costume com o tempo, não fazia questão de companhia, também pelo fato de não ser necessário e também por a maioria não quererem se darem a tentativa com ele. seus passos eram calmos e silenciosos, apesar de poder aproveitar o dia preferia a noite, estava em seu instinto, em seu sangue, em sua origem essa preferência. Andava pelas ruas da cidade observando as pessoas que passavam, os lugares e comércios abertos, não tinha nenhuma pretensão para aquela noite. Sentia o ar da noite invadir suas narinas, diversos odores, cheiros, se misturavam e lhe proporcionavam uma diversidades de sensações. Gostava disso. Por muitas vezes caçava dessa forma, quando sentia o cheiro de um humano que lhe era atraente e o seguia até ter seu propósito; o sangue. Mas, dessa vez parecia não se interessar em nenhum daqueles que passavam, e seguiu andando.

    Seus pés o levaram para uma casa noturna, Vogua. Entrou no lugar, a musica era alta, iluminação baixa, vozes, corpos dançantes, tudo se fundiam e lhe chamava a atenção. Seus olhos rondavam o lugar, sempre a procura de algo, a procura de rotas de fuga, a procura de ameaças, caçadores, caça. Não podia evitar fazer isso, apesar de querer relaxar as vezes não conseguia era como se fizesse isso descuidasse de tudo a sua volta e conseqüentemente se tornasse preza e não mais predador. Se misturou entre os humanos, sentia a presença de alguns vampiros ali também, ninguém em especifico, e mais seguro resolveu ‘explorar’ um pouco o lugar. Olhou para o alto por reflexo enquanto observava ao redor e no mezanino da casa noturna achou algo que lhe interessasse, debruçada olhando para baixo, o observando curiosa, interessada. Um sorriso despontou em seus lábios, não havia nem precisado procurar muito e tinha achado uma ‘distração’ para o momento. Levando-se em conta que a tal distração se tratava de uma humana, o que significava que possivelmente tratar-se-ia de uma caça, de mais uma vitima. Seguiu em direção a escada que subia ate o mezanino sem tirar seu olhar sobre a humana e desviando das pessoas que passava. Satisfeito, quase podia sentir o gosto do sangue dela enquanto se aproximava, era como diziam, cada vampiro tinha um ‘gosto’ para suas escolhas e ironicamente havia aparecido, mesmo que não procurasse, algo que fazia o seu gênero. A humana era uma bela jovem, cabelos loiros dourados, olhos esverdeados, mas o que mais chamava sua atenção era o olhar dela, curiosos, corajosos, incautos, provocativo.
    Se aproximou dela frente a frente, a musica era alta, mas podia ouvi a respiração dela, a ansiedade e a leve aceleração dos batimentos, eram como melodia ao seu ouvido! Deu um largo sorriso, gostava quando elas colaboravam e não fugiam assim de inicio, deu mais um passo aproximando o rosto, boca, lábios, do ouvido e pescoço da humana inalando o perfume que ela usava. Sentiu-se tentado a fazer algo ali mesmo, provavelmente ninguem notaria nada até que já estivesse longe e a humana morta ao chão, mas não conseguiu se concentrar muito nisso. Pois, sentiu um par de olhos lhe observar ao longe e conhecia a dona deles, Violet. Recuou o corpo e rosto um pouco da humana, meio contrariado, analisando e procurando ela. Virou-se afastando-se da humana e andando, deixando-a sem entender o que acontecia mal sabia ela a sorte que tivera de livrar-se dele. Passou por algumas pessoas e uma pilastra da estrutura e viu aquele par de olhos azuis do outro lado do lugar.

    Não mais que um minuto chegou até ela, ficando calado por alguns segundos a fitando. Não era lá o mais comunicativo e extrovertidos dos seres, na verdade estava longe disso, mas sempre soube o que dizer.


    - Violet. – cumprimentou-a.

    Não, não ia perguntar se viria mais algum descendente para ali, uma por não achar que ela soubesse, outra, porquê não haveria como eles chegarem sem ele saber. E, de repente, mais nada chamava sua atenção naquele lugar, a não ser a vampira a sua frente.


    --------
    Off: não sejam tímidos, postem! huhashaus Livre.


    Última edição por Lucas Dekker em Qua Maio 12, 2010 1:21 am, editado 2 vez(es)
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    Re: Vouga - Casa Noturna < RP Aberta> 24/03/2032, noite

    Mensagem por Violet Cooper em Seg Maio 10, 2010 6:52 pm

    # danger anywhere;



    A noite finalmente caira, dando espaço para os vampiros saírem das tocas. Clichê não? Pois bem, a casa estava lotada, era onde mais dividíamos espaço. Lobos, Acordadores e Espelhos unidos em uma só casa. Eu não estava com cabeça para ficar rodeada de tantas pessoas, preferia sair um pouco, relaxar a cabeça, acabar com a tensão. Ultimamente andava tendo muitas dúvidas do que se passava. Queria enfiar uma estaca em um, perguntar a realidade para outro. Klaus não se decidia logo, por mais que eu tentasse ajudá-lo a se entender com Kiara não estava surtindo efeito, talvez minha persuasão tivesse se esgotado ou eu tivesse desaprendido. Estava precisando de prática.

    Havia acabado de fechar a porta da casa e começado a andar pela calçada deserta das ruas menos movimentadas de Portugal. Ouvia o barulho que os humanos proporcionavam dentro de suas casas com aparelhos eletrônicos e outros. Não pude deixar também de ver um garoto erguendo a janela de seu quarto e saindo de certo escondido de casa, mal sabia ele que um dia teria o azar de deparar com um de nós sedentos atrás de uma caça. E provavelmente, uma família chorando por perder um membro querido. O garoto subiu a rua apressado e desapareceu de vista. Continuei meu caminho atenta, não podia deixar de me cuidar quando sabia que havia mais caçadores nos procurando e prontos para acabar com nossas sub-vidas – era como eu tratava a minha existência.

    Persisti caminhar a calçada, agora cruzando a cidade e saindo das ruas menos movimentadas para o centro da cidade onde a multidão de gente circulava. Alguns saindo de casas noturnas, outros em restaurantes. Pude ver, além dos humanos, uma figura conhecida adentrar a casa noturna Vouga. Parecia ser Lucas Dekker, o descendente de sétimo um tanto peculiar. Segui-o adentrando pela porta espaçosa. Alguns humanos foram espertos e se afastaram, já outros ainda sim tentaram jogar cantadas horríveis pra cima de mim. Lancei um olhar mais cauteloso ignorando-os, não queria matar nenhum deles sem precisar – hoje. A música dominava o ambiente e os gritos de pessoas conversando entre si era absurdo e transformavam-se numa chiadeira grande quando se misturavam com as vozes dos grupos alheios.

    Contornei algumas mesas e fiquei num canto mais afastado, sabia que logo ele me pressentiria, mas tinha a esperança de que estivesse muito distraído pra isso. Vi ele se aproximando do pescoço de uma humana, iria ele acabar com a vida dela ali mesmo? Devia estar perdendo a noção ou querendo chamar mais atenção dos caçadores. Senti-me tentada a impedir a matança no lugar, mas também senti vontade de ver o “circo pegando fogo”. Sucumbir às tentações era algo difícil, porém assim mesmo Lucas saiu de perto da garota e encontrou-me no meio da multidão. Ah que droga, sabia que isso era só uma questão de tempo. Atravessou a casa noturna em questão de segundos, parando a minha frente, com os olhos fixados nos meus.

    - Violet. – cumprimentou-me depois de alguns segundos.

    - Lucas. – respondi na voz habitual baixa.

    Percebi que parecíamos alvos fáceis demais onde estávamos. Aliás, eu andava muito racional ultimamente, era estranho. Seria mais fácil estarmos em um lugar mais cheio de gente e quanto mais fosse possível, era melhor. Gesticulei para que ele me seguisse e abri espaço pelo corredor humano, chegando próximo ao maior grupo de bolsas de sangue – ops digo, humanos – unidos. Era melhor assim, mais seguro. Esperei que ele me olhasse curioso para respondê-lo:

    - Acho que é melhor nos mantermos perto de testemunhas, se é que me entende – sorri fitando-o. Era bom lembrar do que diziam os boatos e nos precavir.

    Spoiler:
    Ta aí, vou me adptar a vida de vampiro um dia... '-'
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    John Deckard
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    Re: Vouga - Casa Noturna < RP Aberta> 24/03/2032, noite

    Mensagem por John Deckard em Ter Maio 11, 2010 1:20 am

    24.03.2032 - Noite.
    Vouga - Casa Noturna - #001
    things he says, things in his head.





    Nunca pensei que as coisas seriam assim. Eu costumava ter sonhos de uma vida melhor, costumava achar que todos os problemas poderiam ser solucionados, que existia cor. Não estava frio, a temperatura amena não me agradava. Talvez aquela fosse minha última noite, mas o mundo seguia em frente ao amanhecer, todos seguiam vivendo. Menos eu. Me encontrava no estado de limbo, vivo ou morto, eu não saberia dizer. Para mim parecia somente que vagava como uma alma penada em meio a aglomeração de ternos, casacos, saltos. A diferença era que minha alma estava presa a um corpo.

    O boné surrado aquecia minha cabeça contra o vento noturno de Lisboa. Ele ajudava a barrar a claridade branca das luzes da cidade que perfuravam meus olhos cansados, eu não os pregara a noite passada ou durante o dia, tentei recordar quando tive um sono de oito horas tranquilas, como recomendado pela OMS, e não consegui lembrar. Isso não importava, Napoleão dormia apenas duas horas e conquistou boa parte do mundo, é claro que morreu derrotado, mas o mundo lembra dele como um grande conquistador. Meu caso é outro, não quero conquistar, quero destruir.

    Eu precisava comer alguma coisa, meu estômago implorava feroz por qualquer coisa que não fosse ele mesmo para queimar em seu ácido. Consultei minha carteira, que negou a possibilidade de qualquer café decente e me sobrara um cigarro no bolso, que levei a boca. – Nada como um alimento saudável contra a fome. – Meu bom amigo, o único que me acompanhava, me fazia relaxar. O cigarro e a bebida. O casal perfeito que havia me estendido laços de amizade, era reconfortante vê-los unidos com tanta perfeição. Não tinha a conta de quantas noites viramos em nosso mènage, eles eram sempre tão fortes. Estavam a postos na manhã seguinte, diferente de mim, que juntava meus cacos quando o sol nascia.

    Caminhava sem rumo pela rua, não era minha melhor hora, eu me tornara uma criatura noturna, mas nos dias de hoje nem vampiros se enclausuram mais durante o dia. A latência da minha têmpora dizia que não seria uma noite normal, a dor de cabeça já me acompanhava fazia algum tempo. Esperava ter o que fazer, era um daqueles dias em que eu acordara com sangue nos olhos, como um chupador eu precisava saciar muita sede. Saquei do bolso o celular, enquanto com a outra mão tirava da boca o cigarro que acabara de tragar. Expulsei da boca a fumaça e a observei dançar frente ao meu rosto.

    Você não tem novas mensagens. A voz feminina gravada me avisou. Tinha feito ligações para o norte, pelas notícias parecia que algo acontecia pela aquelas bandas e jamais deixaria que os incompetentes de lá se divertissem sozinhos. Para alguém que nunca desejou seguir a profissão do pai, eu estava me saindo melhor que o velho. Ele era policial e sempre detestei isso, odiava o barulho da sirene quando ele chegava. Não me entendam mal, eu amava meu pai, só não gostava do que ele fazia. Até aquela noite, eu nunca tinha entendido o motivo de ele se colocar em perigo, de estar sempre fora, de nunca poder viajar com a família. Agora eu entendo.

    Eu tento me convencer de que faço o mesmo, mas não é verdade. Ele o fazia pelo senso de justiça e moral, eu faço por vingança e covardia. Sim, covardia. O sinal para pedestres estava fechado, ergui minha cabeça para visualizar a luz vermelha na sinaleira à frente e percebi onde estava. Meus passos me levaram à frente da Vouga, casa noturna conhecida, uma delicatessen para vampiros.

    Eles podiam encontrar de tudo ali, eu suspeitava que também servia de ponto de encontro para reuniões deles. Trocados para uma bebida eu sempre tinha, daria o ar da graça no lugar somente para verificar o movimento, caso houvesse ação, eu estaria preparado. Adentrei com um low profile que não me era característico, mas tlavez não fosse o momento de estardalhaços, haviam muitos humanos ali.

    Um rosto conhecido na aglomeração de corpos se contorcendo pela pista de dança. As luzes trepidavam, acendendo e apagando, iluminavam o tal rosto. Me aproximei da criatura em pele de homem, era Lucas. Recostei no balcão largo e comprido do bar, sem tirar o foco do homem que agora falava com uma atraente figura. - Um whisky puro, amigo. - Eu estava me aquecendo.
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    Re: Vouga - Casa Noturna < RP Aberta> 24/03/2032, noite

    Mensagem por Lucas Dekker em Qua Maio 12, 2010 1:10 am

    RP Aberta- 24/03/2032, noite - Vouga - Post n°2

    "...In periculo non est dormiendum...."



    De frente a Violet ele ficou por alguns segundos que pareciam serem horas para ele apenas a fitando antes que ela lhe respondesse. Não sabia defini muito bem a capacidade que ela tinha de distrai-lo, de faze-lo interromper tudo o que fazia, mudar de idéia, era quase como um feitiço. Na verdade, ele não gostava dessa sensação, sabia que podia ser algo que o prejudicasse cedo ou tarde, sabia que hora ou outra acabaria contrariando e por certo magoaria ela, e não queria fazer isso. Mas, era quase impossível esperar isso dele. Não costumava negar seus instintos e impulsos, somente em casos extremos ou quando podia domina-los.

    - Lucas.

    Escutou a voz dela quebrar aquele silencio, prestando atenção nas feições que mudavam rapidamente, parecia incomodada com algo. Seus olhar rondava a volta observando o lugar que estavam, gesticulou com a mão indicando que ele a seguisse e sem questionar ou se preocupar a seguiu. Notou que ela procurou justamente ficar próximo da multidão de pessoas que dançavam próximo ao balcão do bar. O que o fez perguntar-se o que ela pretendia com isso? Não gostava de ficar tão próximo de tantos humanos, ficava mais difícil evitar a vontade de matar um no fim da noite, o cheiro deles impregnava em suas narinas, e se tornava quase nula a opção de voltar para casa sem nada fazer contra a algum deles. Novamente ele ouviu soar a voz da descendente de Acordador, apegando-se ao tom de aviso que era visivel.

    - Acho que é melhor nos mantermos perto de testemunhas, se é que me entende .

    Lucas arqueou uma das sobrancelhas e lançou um sorriso de canto para Violet. Ela sabia, assim como ele, que lugares cheios atraiam todos os tipos de criaturas, inclusive caçadores. Violet parecia preocupada com isso, não costumava perceber isso nela, o que estava acontecendo?

    - Testemunhas Violet? Nunca precisamos disso, ou você que não quer ficar a sós comigo? – provocou dando mais um passo na direção dela, mas retornou para onde estava sorrindo satisfeito. Havia alguém observando os dois. – É Violet, acho que se concretizou o que queria evitar...o que vai ser agora? – perguntou para ela com um sorriso estampado irônico.

    Queria vislumbrar a reação dela, já que ele não podia anteceder a sua. Ficou atento aguardando que elese denunciasse, que saísse do estado de observação a alguns passos de distância e lhe desse algum motivo para fazer algo. Sem nenhum descendente de Gentil por ali para interferi o acaso prometia render bem mais do que o comum, já que Violet parecia não decidida o que fazer.
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    Re: Vouga - Casa Noturna < RP Aberta> 24/03/2032, noite

    Mensagem por Violet Cooper em Qua Maio 19, 2010 4:01 pm

    24/03/2032, noite; Vouga - Casa Noturna
    Post 002


    Tínhamos nos afastado do canto escuro e ficado a volta de um aglomerado de pessoas dançantes e alegres demais – devido à bebida. Pude visualizar a sobrancelha de Lucas formar um ângulo agudo e ele me encarar. Pisquei algumas vezes, tentando ver se essa situação estava mesmo o correndo. O rapaz descendente de Sétimo me fitou por um instante epude perceber as palavras que saiam de sua boca:

    - Testemunhas Violet? Nunca precisamos disso, ou você que não quer ficar a sós comigo? – disse provocativo, dando um passo em minha direção, eu hesitei e ele retornou a mesma posição anterior sorrindo satisfeito com minha reação. Não pude respondê-lo, ele se virou para o lado, focando o balcão.

    O que ia ser agora como assim? Ia decidir atacar o caçador sem mais nem menos? Ele podia ser imprevisível, mas também era doido? O fitei por longos segundo que transcorriam rapidamente. O rosto que não mostrava nenhuma emoção, não podia ser lido tomara conta de sua feição facial. Mordi o lábio inferior tentando analisar o que ele queria que eu dissesse e o que eu realmente teria dito.

    É Violet, acho que se concretizou o que queria evitar...o que vai ser agora? – perguntou para ela com um sorriso estampado irônico.

    Realmente eu sabia como Lucas se portava diante de ameaças, não importava muito se tinha alguém ou não para interrompê-lo em suas briguinhas cotidianas com os outros descendentes, mas evitar a briga dele com um caçador não estava em meus planos, talvez adiá-la se fosse possível. Apertei os olhos fingindo estar interessada no paradeiro do observador, achando muito rápido, logo desviando o olhar e fixando-o novamente no descendente de Sétimo que parecia ter ganhado um estimulo ou um ligeiro convite para se livrar do tédio e quem sabe uma sobremesa, se tudo ocorresse bem e os descendentes de Tobias tivessem perdido a aptidão do original.

    - Claro Lucas, porque também não degolamos todos eles ou drenamos o sangue e também chamamos os outros caçadores para uma festinha? Vai ser muito legal. – fui sarcástica. Muita gente morta + caçador envolvido = perseguição aos vampiros triplicada.

    Encarei-o em seguida, de modo que percebesse que não seria nada legal fazer um estardalhaço sem motivos. Eu preferia assim, presas que não pudessem e não tivessem a mínima chance de chamar socorro, gritar e serem ouvidas. Que graça teria uma multidão ficando em volta? E o que sobraria para depois se tivéssemos que acabar com todos por um descuido? Era insensato da parte de Lucas querer isso, aqui. Esperei que pelo menos ele escolhesse fazê-lo lá fora, já que isso o instigava tanto.

    Convidad
    Convidado

    Re: Vouga - Casa Noturna < RP Aberta> 24/03/2032, noite

    Mensagem por Convidad em Dom Maio 23, 2010 5:20 pm


    so gray he rises to the world
    AND HIS NAME SHATTERED YEARS AGO
    - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - --



      A noite caiu, e um par de olhos azuis, pálidos, como a cor da lua cheia se abriram. Eles examinaram o quarto aonde estava, na verdade não era um quarto, e sim um armário, quase um caixão colocado de pé, e o que saiu andando por suas portas de madeira era quase um cadáver. Quase, pois como disse antes, andava – andava e tinha seus olhos atentos por cada ponto do lugar, observando seus pertences dentro do quarto, seu armário de roupas... ele era admiravelmente mais rico do que o dos outros descendentes, especialmente porque o dono tinha sido muito mais rico em vida, e como um morto avarento, carregara seu ouro para o caixão, e agora usava em sua pós vida. Ele deixava isso transparecer – seus dedos tinham anéis de ouro branco – platina – e suas roupas eram de marca. Usava jeans, uma camisa branca, como de costume e um casaco por cima, fingindo que precisava dele – afinal, quem é o frio em pessoa não precisa de casacos. Passou a mão na cabeça e abriu a janela com um Insufilm pesado, tão negro que não era possível ver nada do outro lado. Destrancou-a e saiu – sim, por lá mesmo, saltando do lado de fora e caindo silenciosamente no beco do lado do prédio, onde foi improvisada uma garagem.

      De dentro do bolso interno do casaco, tirou a chave de seu carro. Não mais um Pagani Zonda, não porque aquilo era extremamente chamativo e nem um pouco cuidadoso de ser usado, já que era um dos únicos da cidade. Ainda tinha ele, para emergências, mas o mantinha na garagem, escondido sob uma lona negra e muito bem trancada atrás de uma porta de correr, como essas de loja. Não, escolheu algo mais discreto – ou ao menos não tão ligado a sua imagem mortal. Não que agora seus pais fossem vê-lo, mas talvez alguma outra pessoa que um dia tinha conhecido ele... era só uma forma de cuidado, mesmo que fizesse trinta anos que oficialmente estava desaparecido – ninguém o reconheceria, não tinha envelhecido. Andou silenciosamente até um carro prata, cujo emblema na lataria indicava a empresa de origem, BMW. A M3 não era de longe um carro novo, nem especial, nem nada, mas era um bom carro, perfeito para ele. Entrou e arrancou, virando no beco e acionando o controle automático.

      Logo que saiu pensou em sua fome. Setava com sede, e precisava de sangue, não com urgência mas com certa pressa. De todos os pontos da cidade que tinham a melhor caça, havia a Vouga, onde as humanas se ocupavam em dançar, enquanto eram observadas por homens interesseiros e vampiros famintos. Onde a luz e as trevas tinham distinção, e era possível andar sem ser percebido por olhares humanos até que fosse a hora do bote, e você dizia algo, e então estavam indo para a casa dela – momento propício, beba o sangue e atire o carro no rio, ou o queime, ou o venda. Caçar era fácil para vampiros de mais de trinta anos de existência e principalmente os descendentes -essa raça superior, dos vampiros realmente poderosos que tinham os poderes vindos diretos do tinhoso.

      Avançou, com o motor da BMW rugindo furioso entre as ruas tortuosas de Lisboa, e logo parou em frente a movimentada casa noturna, cuja música podia ser ouvida do lado de fora, e não só por ouvidos extra sensíveis. Em passos largos, chegou até a porta, furando a fila e cumprimentando o segurança. Naquele cumprimento escondera uma bela nota de cinquenta Euros – ele tinha dinheiro, e a cada pessoa que matava em busca de sangue, roubava mais. Já lá, mil luzes brilhavam e centenas de pessoas dançavam, nem sempre de acordo com a música, geralmente embriagadas pela bebida e por outras coisas mais, que ele repudiava. Nunca gostara de pessoas embriagadas, elas perdiam o foco, e deixavam-se levar pelo mundo, como toras em um rio, até que finalmente caíssem em uma cachoeira e se quebrassem – ele não gostava das pessoas, mas o sangue era especialmente prazeroso, e sua potência não era alterada pela bebida, embora pudesse ser por algumas drogas mais poderosas. A ansiedade e a adrenalina era geral, e temperava sua comida, adocicando o sangue. Farejando, chegou até uma garota loira, que não estava louca, apenas falando com outros rapazes.

      Foi quando avistou duas figuras pálidas afastadas da multidão. Circulados pelas sombras, como fantasmas da morte, eles falavam baixo um com o outro, uma silhueta sombria feminina, cujas curvas acentuadas não deixavam enganar fez seus olhos brilharem – não cintilarem em vermelho, apenas dar aquela impressão de sonho – e um lampejo de reconhecimento surgiu na sua mente. Violet, sua mente esqueceu do resto, e apenas encontrou-se focado no seu objetivo, na sua vampira. Ela, que o Lucas estava virando contra ele, e não poderia deixar – ele era um descendente do irmão infantil, do irmão vingativo e idiota que os colocava em perigo perante toda a sociedade;  os descendentes do maldito era impetuosos, idiotas, e não mereciam viver; era pelo bem do restante. Foi então que lembrou-se do seu inimigo, e assim que se lembrou dele sentiu o cutucar incessante na testa apontando para a mesma direção que Violet. Esbugalhou os olhos e fechou a cara, com a testa franzida. Ele era uma má influência geral, como uma maçã podre no meio de tantas boas – todos eles eram, mas Lucas era especial, ele era a maldita maçã podre e envenenada perto dos seus amigos, e não somente de seus aliados. A descendente era muito importante em seus planos, não podia deixar que ela ficasse aonde estava.

      Com uma determinação incomparável, começou a andar no meio da multidão, e seu corpo sobrenatural e forte foi arrastando e empurrando todos que entravam na sua frente. Um garoto maior que ele, tanto em altura quanto em largura virou com a cara brava, deu um soco bem dado nas costelas de Samuel, mas a rigidez pétrea do morto vivo só fez ele machucar os dedos, e estremecer de dor. Em menos de três segundos, o vampiro atravessara a boate e parara atrás de Violet, fuzilando Lucas com os olhos. Depois rumou para o seu flanco, e ensaiou um risinho, abanou a cabeça e voltou ao seu porte altivo e sua expressão de seriedade. Seus ouvidos tinham captado parte da conversa que eles estavam tendo e chegara a tempo de adicionar seu complemento às falas daquela noite. Seus olhos quase assumiram o tom vermelho com a visualização do descendente odioso. Mantendo ela ao seu lado, mas sem tocá-la, como manda a etiqueta. Sua voz era sussurrante, mas os ouvidos de ambos captariam a mensagem

      - Suas ações inconsequentes acabarão nos levando a nossa ruína, como seu pai fez com os nossos, cria de Sétimo. Tenho que te lembrar por que prenderam o maldito? Porque ele não tinha noção do perigo que é estar na sociedade mortal, não tinha noção que temos de nos disfarçar, e não sairmos desenfreados para cima do rebanho. Vampiros são predadores do silêncio, animal.

      O queixo erguido, e  sua estatura maior lhe davam ar de respeito. Suas palavras saíram fluídas e sem emoção, embora por dentro estivesse entrando em uma ebulição de ódio. Virou-se suavemente para a descendente de Acordador, com um sorriso gentil e elogiou com sinceridade sua roupa. Ela era linda, e os seus olhos azuis eram penetrantes e belos, quase cintilantes como brasas de ciano, e lhe chamava a atenção especialmente por ser a ambição de Lucas, seu sonho. Samuel a amava demais – como amava todos os descendentes dos seis – para deixá-la cair nas graças daquele demônio de carteirinha. Era sua missão impedir, e trazer de volta os pais de ambos. Lhe deu um beijo no rosto.

      - Belas roupas, é sempre agradável ver alguém elegante e bonita como você, irmã.



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    scattered with the northern snow
    FRAGMENTS HIDDEN WELL WITHIN OUR MINDS

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      notes! Vouga – Casa Noturna – 24/03/2032 – Post #1


    Última edição por Samuel Bennet em Seg Maio 24, 2010 4:23 am, editado 1 vez(es)
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    John Deckard
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    Re: Vouga - Casa Noturna < RP Aberta> 24/03/2032, noite

    Mensagem por John Deckard em Dom Maio 23, 2010 8:13 pm

    24.03.2032 - Noite.
    Vouga - Casa Noturna - #002
    things he says, things in his head.





    Peguei o copo pela metade e o agitei em círculo, enquanto olhava de longe para Lucas. Tomei um gole generoso da bebida, que me desceu rasgando a garganta com a ferocidade que eu adorava. Seria mesmo uma noite interessante. Não fora intencional encontrá-lo, mas veio à calhar. Nunca acreditei em coincidências, mas em oportunidades e aquela era uma delas. Eu poderia estar errado quanto a ele, mas meu faro nunca me traiu, sempre bom em negócios e havia me tornado um bom caçador, sem falsa modéstia. E naquele dia eu ansiava por um desafio, poderia ser o dia que eu esperei por tanto tempo. Uma possibilidade estava descartada, restavam duas ou mais, particularmente eu acreditava que existiam muito mais aberrações do que falavam pelas ruas.

    Senti um calor dolorido alcançar meus dedos, era o cigarro que eu segurava entre eles. – Merda! - Odiava desperdiçar um cigarro, aquela droga era cara, eu tinha uma marca específica e um gosto refinado, pelo menos era o que eu gostava de pensar. Atirei a bituca ainda com a ponta ardente na frente no chão da boate, já havia ignorado a placa de não fume na parede ao meu lado. Não existia ponto algum nessa proibição, no recinto só havia dois tipos de seres; os que estavam mortos e os que morreriam logo, assim eu não estava realmente cometendo nenhum atentado à vida saudável de ninguém.

    Com minha visão periférica visualizei um vulto conhecido. Os cabelos louros de Sarah brilhavam sob a luz colorida e mutável da pista de dança. Mas...O que diabos essa garota tá fazendo aqui? Sarah era a novata, uma boa moça no lugar errado e na hora errada. Por mim ela nunca teria entrado pra esse ramo, não por ela, mas por nós. Era distração. Cromwell havia garantido que ela não se meteria em confusão por enquanto, mas pelo visto, aquele desgraçado tinha mentido. Vai ver queria somente traçar a menina. Eu tinha DDA [Distúrbio de Déficit de Atenção] seletivo. Tudo que não se relacionasse ao meu trabalho, não me prendia, era menos importante. Não havia mais nada na minha vidinha patética. Dizem que quando você olha demais para o abismo, ele te olha de volta. A visão, no entanto, não era diferente para nenhum dos dois, víamos apenas um grande buraco escuro, sem fundo, inerte e estéril.

    Balbuciando palavrões inacabados peguei meu celular no bolso do casaco. Disquei o número de Cromwell e fui direcionado para a caixa de mensagens. - Desgraçado. – Eu não seria babá de ninguém. Quem é grande o suficiente para pegar uma arma, é grande o suficiente para se virar com ela. Voltei minha atenção novamente para os casal de vampiros, Lucas havia notado minha presença e não tinha mais motivos para ficar na moita. Um novo vampiro se aproximou deles, aquele também não era desconhecido, Bennet. Eu estava nesse negócio tempo demais para não saber quem eram os descendentes. Mas uma coisa era certa, aquela não seria uma reunião fraterna. A cisão entre os grupos estava cada noite mais acentuada.

    Tomei mais um gole do whisky, mas o que restava de humano em mim me ordenava procurar pela pequena de olhos claros dentro da boate. Para acalmar esta porção irrequieta da minha mente dei uma nova olhada pela pista, nenhum sinal dela. Entornei o resto da bebida e tirei do bolso a carteira de couro envelhecido e desbotado, dela garimpei uma nota de cinco euros e joguei sobre o balcão. – Ei amigo, isso é pelo drink. – Eu não fazia idéia de quanto custava, mas se tivesse um troco, eu o queria. A vontade de acender mais um cigarro apertou, mas eu tinha poucos na carteira, então deixei para um pouco mais tarde, eu poderia realmente precisar.

    Lucas me via e eu via Lucas. Como uma boa partida de xadrez, era assim que acontecia. Eu movia, ele movia e o tabuleiro tomava forma. Eu precisava ser rápido, nenhum de nós pretendia ficar ali a noite inteira. O fluxo de pessoas entrando e saindo da boate era mediano, mas uma ou outra passava em nossa linha de contato visual com olhos e ouvidos desatentos. Achava engraçado este comportamento, elas realmente pensavam ver o que julgavam, não tinham noção do quão distante da verdade estavam. Bom para elas, um dia eu também já havia sido assim e agora, apenas as invejava.


    Última edição por John Deckard em Ter Maio 25, 2010 11:53 pm, editado 2 vez(es)
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    Re: Vouga - Casa Noturna < RP Aberta> 24/03/2032, noite

    Mensagem por Lucas Dekker em Dom Maio 23, 2010 10:01 pm

    RP Aberta- 24/03/2032, noite - Vouga - Post n°3

    "...In periculo non est dormiendum...."




    Lucas apreciava observar a reação de Violet ao que dizia, fazia ou como agia, era quase como assisti uma daquelas cenas que passavam nos filmes dos humanos onde se desenrolava lentamente, em câmera lenta. Sua atenção era focada para cada sinal de reação dela, sorriso, direção do olhar, o movimento das suas sobrancelhas, todo e qualquer movimento que ela produzia ele buscava. Violet era uma incógnita para ele. Uma dos poucos descendentes que ele considerava, que pudesse a se importar apesar de tudo e toda aquela história de indiferenças. Mas não podia evitar ser o que era. Não podia evitar ser ele. Não tinha pretendido fazer nada naquela noite, estava apenas distraindo-se um pouco, talvez se alimentasse de um humano ou não, mas não havia necessariamente desejado deparar-se com um caçador. Muito menos achar Violet por ali, não imaginava que ela estaria naquela casa noturna, estava acostumado a vê-la sempre com Juno ou outro descendente da moradia deles. E, quem disse que as coisas parariam por ali? Não! Nada havia sido planejado, mesmo que tivesse sido, qual seria a graça?! Não seria ele, não seria mais um dia na vida dele! E sem esperar, percebeu a presença de mais um deles ali. Não qualquer um, mas sim aquele que mais odiava, o infeliz que existia para perturbá-lo! Samuel. O que ele estava fazendo ali? Lucas se deteve de inicio para ouvi primeiro o que Violet lhe responderia antes de fazer alguma coisa.

    - Claro Lucas, porque também não degolamos todos eles ou drenamos o sangue e também chamamos os outros caçadores para uma festinha? Vai ser muito legal.

    Opa! Segura que começou a diversão Lucas! Ele riu com a resposta da descendente de Acordador, gostava de provocações e apreciava o tom dela. Mas não ia conseguir manter o bom humor sabendo que Samuel estava ali. Não conseguia nem mais se focar em Violet a sua frente, sentia aquela sensação tomar seu corpo e seus instintos. Estava entre seu pior inimigo de raça e um caçador! E no meio disso tudo Violet!

    - Não é má idéia Violet. – falou sínico.

    Logo avistou a silhueta do outro descendente se aproximando. Não haveria como descrever o tipo de convivência que eles tinham, ambos havia adquirido de seus criadores além dos dons a rixa particular. Lucas por mais que tentasse controlar isso não conseguia, suportava qualquer outro descendente, até os outros descendentes de Inverno, Kiara e Raphael, mas nada nesse mundo, ou no outro, lhe faziam aturar Samuel! Odiava a prepotência dele, aquele ar de se sentir superior e sua mania de achar-se que de alguma forma teria o direito de se auto intitular líder. Líder do que? Se nem do próprio grupo ele dava conta!

    - Suas ações inconseqüentes acabarão nos levando a nossa ruína, como seu pai fez com os nossos, cria de Sétimo. Tenho que te lembrar por que prenderam o maldito? Porque ele não tinha noção do perigo que é estar na sociedade mortal, não tinha noção que temos de nos disfarçar, e não sairmos desenfreados para cima do rebanho. Vampiros são predadores do silêncio, animal.

    Lucas cruzou os braços encarando Samuel com cara de tédio enquanto ele dizia a mesma ladainha de sempre. Não dava a mínima para o que diziam dele, dos outros descendentes de Sétimo, ou mesmo do próprio, mas uma coisa era qualquer um dizer isso, outra totalmente diferente era o idiota do Samuel se achando por falar! Vislumbrou em segundo plano o caçador observando a cena, ainda não tinha decidido o que faria com ele, tinha um problema maior na sua frente.

    - Se levarão ou não, não terei como afirmar, mas pode ter certeza que ao se tratar da sua faço questão de garanti. – retruquei – Acha que sabe de muito, não sabe é de nada. Me chama de animal porque nunca me viu como um ainda, Samuel. – sorriu provocando.

    -Belas roupas, é sempre agradável ver alguém elegante e bonita como você, irmã.

    Seus olhos cintilaram por instantes no tom avermelhado conhecido deles. Era quase um convite, uma provocação para o outro, e também de certa forma para chamar a atenção do caçador que assistia. Viu Samuel voltar sua atenção para Violet e se aproximar dela cumprimentando-a com beijo no rosto. Lucas encarou a vampira sério controlando o impulso de degolar Samuel, a raiva lhe queimava por dentro e decidiu fazer algo para distrair sua vontade antes que atendesse a ela. Deu um passo na direção dos dois para provocar Samuel e com um largo sorriso sarcástico com quase as pressas a mostra encarou ele:

    - Que seja feita vossa vontade!

    E se virou sumindo entre as pessoas. Lucas ia fazer umas das coisas que melhor sabia: confusão. Não ia ser dessa vez que degolaria o infeliz do Samuel, mas não ia perder a chance de irrita-ló ainda mais, e quer coisa melhor do que provocar um caçador bem na frente dele? Em pouco tempo chegou até o caçador, o conhecia, afinal tinha que ter uma boa memória para se lidar com eles e saber quem era quem, de que forma caçavam, lugares que freqüentavam para poder lidar com tudo isso. Apoiou-se no balcão de costas mantendo a visão nos dois vampiros que ficaram mais atrás observando e atento ao caçador ao seu lado.

    - Então Deckard, me observando? – falou em tom calmo embora ainda estivesse irritado por Samuel. – Como tem andado suas caçadas? Se divertindo muito? E seus ‘amigos’, devo imaginar que estão ocupados ultimamente... eu também...– sorriu demonstrando as pressas, e se desencostou do balcão o encarando saindo andando de volta ao encontro dos outros dois descendentes.

    O local estava cheio, mas mesmo assim sabia que o caçador não deixaria barato sua provocação. Voltando a estar próximo de Violet e Samuel lançou um olhar de satisfação para ambos, não bem o que queria, mas serviria para começar.
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    Re: Vouga - Casa Noturna < RP Aberta> 24/03/2032, noite

    Mensagem por Karl Willers em Ter Maio 25, 2010 8:54 am

    Ironias e intrigas...

    A fera corria veloz pelo parque e a despeito de seu tamanho não produzia ruído algum, nem mesmo podia se ouvir a respiração ofegante, claro, ela seria ouvida se nesse ser houvesse pulmões em pleno funcionamento. Dessa vez ele não estava caçando, isso já havia sido feito e estava saciado, tal corrida noturna era apenas pelo prazer da liberdade que ele sentia, apesar de ser apenas parcial, pois constantemente era necessário lembrar-se de que estava numa cidade.
    Diferentes cheiros penetravam por suas enormes narinas e era possível identificar todos sem nenhuma dificuldade, inclusive o cheiro de outros vampiros se tornava ainda mais perceptível, o mais curioso era quando eles estavam muito próximos, algo bastante incomum e que em parte atiçou uma curiosidade, valeria a pena conferir o que se passava lá.

    Tão logo retornou a forma “humana” entrou na boate, o lugar já lhe era conhecido, algumas vezes quando não caçava em lugares ermos por puro prazer a fim de combater o tédio ele vinha até este lugar em busca de uma presa fácil. Não era raro encontrar outros por aqui, mas sim, encontrar tantos juntos. Entre os humanos eles estavam parados aparentemente conversando, a música alta o impedia de ouvir sobre o que, mas pela simples presença de Lucas já podia imaginar.
    Karl nunca gostou da confusão que envolvia ele, seus irmãos e os outros descendentes, preferindo sempre se manter neutro nessa disputa. Decidiu então por observá-los de longe por um tempo, por mais que ele não gostasse dos modos do Lucas o descendente de inverno ainda conseguia ser mais irritante, não que ele estivesse errado em alguns pontos, mas por ser exibido, presunçoso e radical demais, e essa noite estava sendo demasiada tranqüila e ele queria que se mantivesse assim, pelo menos no que dissesse respeito a rixas e intrigas.

    Chegando ao balcão outra “surpresa”, pelo menos em parte, o outro cheiro que ele havia sentindo enquanto chegava, mas que por descuido, algo que não ocorreria uma segunda vez, ele havia ignorado, um caçador descendente de Tobias. Parecia tão intrigado quanto Karl a respeito da concentração de vampiros nessa noite e ao mesmo tempo frustrado, afinal, estava em desvantagem. Nada mais essa noite o surpreenderia e o divertiria tanto quanto essa ironia, não era do seu feitio fazer provocações, mas iria se arrepender pela eternidade se perdesse essa chance e puxa um banco e senta-se ao lado do caçador.

    - Belos dias e longas noites.

    Karl fez questão de enfatizar parte do cumprimento cedido ao rapaz com um sorriso irônico brotando de seus lábios e divertindo-se com a situação, quem sabe o humano que se intitula de caçador, não fosse caçado alguma noite dessas, seria um belo aperitivo. Mas a noite, estava só começando.
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    John Deckard
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    Re: Vouga - Casa Noturna < RP Aberta> 24/03/2032, noite

    Mensagem por John Deckard em Qua Maio 26, 2010 1:34 am

    24.03.2032 - Noite.
    Vouga - Casa Noturna - #003
    things he says, things in his head.





    O cara do bar ainda não tinha vindo receber minha nota e eu esperaria pelo meu troco. Era um truque comum dos barman, deixavam o cliente em banho maria no balcão até que ele se cansava e ia embora sem a sobra de dinheiro que por direito deveria ter de volta. Eu não tive sorte de ser atendido por uma garota, de qualquer forma a maioria delas era gay, concluí desesperançoso enquanto meus olhos seguiam o bastardo que fingia não me ver. Ele usava uma camisa ridiculamente apertada, dava para ver até os mamilos rígidos como caroços em um leproso. Era nojento. Dekker caminhava em minha direção, ele foi o primeiro a mover em nosso jogo. O descendente de sétimo era falastrão, ele adorava o som da própria voz e eu não o impediria de fazer seu monólogo supostamente ameaçador.

    – Aaah vampiros...como são convencidos. Eu só vim tomar uma bebida. – Respondi fingindo inocência. De resto apenas o ouvi, ele não queria papo, só estava ali para me lembrar que eu não era o único que observava e para provocação pessoal entre ele e seu irmão. Briga de família, de peixe grande, eu não tinha porque me meter. Permaneci sentando, enquanto ele caminhava de volta para o mesmo lugar de onde saiu. Era hora do cigarro. Tirei do bolso interno da jaqueta a caixa de papelão que abrigava meus verdadeiros amigos, a virei de cabeça para baixo e bati uma das extremidades em meu punho. Os dois últimos do pequeno pacote desceram suaves, peguei um e guardei cuidadoso a caixa no mesmo lugar. Acendi e a primeira tragada animou minha alma.

    É importante ter um vício na vida. Ele preenche aquela sensação de vazio que nos toma. Somos desde cedo educados, ensinados a nos guiar pela razão e domar nossas paixões, nossos instintos destrutivos e selvagens. O vício permite a canalização dessa energia nos colocando sob o perigo que ele nos impõe, seja de destruição, violência ou morte. Meus dois vícios poderiam ser analisados pelos mais céticos como desejos de autodestruição materializados compulsivamente. Eu digo: Vão se ferrar. Freud era ninfomaníaco psicótico e Jung não passava de uma bicha envolvida no mundo mágico de Crowley. Meras opiniões vindas ao acaso da situação, eu só queria meu troco.

    Um cumprimento. Estou com cara de uma maldita miss simpatia ou o que? Me olhei instintivamente para ver a faixa que deveria estar rodeando meu peito com os dizeres bordados com lantejoulas douradas. Detestava que aqueles malditos falassem comigo como se fossemos bons amigos. O vampiro em questão era Willers, um escroque que aparentemente vivia de rendimentos herdados. Existem vampiros com sorte, eu só havia herdado esse lixo que me cercava. – Vai cantar outro, você não faz o meu tipo cachorrão. – Eu odiava cachorros. Um deles quase me arrancou a perna quando criança e eu carregaria sua marca por toda a vida. A pior combinação que poderia existir nesse mundo, o verdadeiro exemplo de que a evolução é fruto de uma criatividade anárquica e sem sentido. Um vampiro lobo.

    A coisa não estava boa para mim, mas quando foi que esteve? Faz muito tempo, se fosse para recordar de verdade. Tirei o celular do bolso e verifiquei o visor que indicava somente a hora e data. Nenhuma chamada perdida. Esperava uma ligação ou o retorno de Ryan, era estranho que em uma concentração tamanha de vampiros em um só lugar como esta, eu fosse o único no recinto. Se a gangue de prata, como eu apelidara o grupo de caçadores, não estava aqui dentro, deveria estar lá fora e apesar de eu não pertencer exatamente a grande feliz família que eles formavam, ainda era um caçador. Ao menos os vampiros lembravam disso.

    A presença da novata havia me deixado intrigado, mas eu não conseguia pensar direito com a companhia de Willers ao meu lado. Ele estava sempre bem vestido, tinha um estilo certinho e elegante, não era como os outros neste sentido. Eu o olhei vagamente. Se fitasse-o direto nos olhos provavelmente teria toda minha vontade drenada e me tornaria um escravo da vontade dele, era assim que agiam. Os malditos adoravam o controle, nos ter como marionetes.
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    Re: Vouga - Casa Noturna < RP Aberta> 24/03/2032, noite

    Mensagem por Zachary Herszman em Qua Maio 26, 2010 7:40 pm


    24.03.2032 - Noite.
    Vouga - Casa Noturna - #001

    E mais uma noite começava. Enquanto despertava para uma das infinitas noites que eu viveria, o sorriso costumeiro em meu rosto logo era substituído pela sede. Sempre a sede. Eu nunca soube dizer quanto tempo eu conseguiria passar sem ele, mas com certeza não ficaria sem para saber... o sangue era uma das qualidades de ser um vampiro.

    Levantei-me de um só movimento, saindo pela janela do quarto fétido em que eu dormira, saltando em plena rua ao constatar que não havia ninguém em meu campo de visão. Mais do que uma noite comum, talvez eu devesse fazer algo diferente àquela noite. Não só caminhar pelas ruas, como eu sempre fazia. Afinal, de que adiantaria toda uma eternidade se eu tivesse sempre que manter olhos "nas costas", tendo de cuidar para que os malditos descendentes de tobias não acabassem com a minha diversão?

    Por que era exatamente isto o que eram... um bando de estraga-prazeres.

    Segui meio sem rumo pela rua, decidido a me alimentar antes de decidir o que fazer. E não demorei muito para fazê-lo. Logo eu estava saciado e me guiando pelo som de música alta, vozes em excesso e o sempre apreciado cheiro de sangue humano.... uma beleza. Com toda a certeza, e constatei isto antes de pôr os olhos no letreiro da casa noturna, era um local repleto de humanos alheios à tudo o que havia a sua volta.

    A melhor parte de ser um vampiro neste século era a total descrença dos humanos no sobrenatural. Uma sociedade baseada na ciência e crenças no "só acredito vendo" era o que eu mais considerava perfeito. Afinal, uma vez que alguém com esta filosofia finalmente me visse e constatasse que os demônios existiam, já seria mesmo tarde demais para ele.

    Adentrei o local sem quaisquer cerimônias, desviando-me com habilidade dos diversos corpos sacolejantes que haviam pelo salão. Um sorriso satisfeito expandiu-se em meu rosto, mais pelo perfume que havia em todo o lugar do que pela música, ou por meu humor. Aliás, meu humor estava ótimo àquela noite.... humanos sempre me deixavam bem-humorados. Bom... a maioria dos humanos, ao menos.

    Caminhei por entre os humanos por ainda um bom tempo, a essa altura já percebendo que haviam outros vampiros no salão... descendentes. Conhecendo bem a filosofia da maioria daqueles vampiros, resolvi ficar entre os humanos mesmo, afinal, a maioria dos descendentes pareciam muito cheios de si. E eu estava fora deste tipo de pensamento, afinal, eu sempre fora mais eu mesmo.

    Sentei-me a um canto do salão, divertindo-me distraidamente com toda aquela agitação, pessoas dançando despreocupadas por todos os lados. Era uma bela de uma ironia tudo aquilo. Caças dançando desengonçadas enquanto o caçador ria como um idiota... hahaha.
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    Re: Vouga - Casa Noturna < RP Aberta> 24/03/2032, noite

    Mensagem por Violet Cooper em Qui Maio 27, 2010 6:02 pm


    24 - 03 - 2032; Vouga Casa Noturna

    Só podia estar de brincadeira, Lucas estava mesmo querendo fazer alguma coisa essa noite? Quanta imprudência. Soltei uma “simpática” resposta a ele. Não tinha certeza de como ele receberia aquilo, mas rindo não era uma das minhas alternativas e é claro, era exatamente essa que ele resolveria seguir, como sempre eu errei a respeito disso. Ele riu de um modo que poderia até me contagiar se eu não estivesse zangada com a resposta dele:

    - Não é má idéia Violet. – falou sínico.

    Estava prestes a fazê-lo calar a boca ou algo do gênero, quando notei o olhar preocupado dele em outra direção, não na do caçador, claro tínhamos mais companhia esta noite. O descendente de inverno, Samuel, exatamente o que se dava pior com Lucas. Chegou parando próximo a mim e um pouco mais distante do descendente de Sétimo. Um pouco mais cuidadoso que o Dekker ele era, devia admitir, pelo menos eu não acreditava que ele faria um estardalhaço sem precisão. Bennet emendou a minha fala, sabia que ele poderia tê-la ouvido, mas não sabia que ia mesmo vir em nossa direção.

    - Suas ações inconseqüentes acabarão nos levando a nossa ruína, como seu pai fez com os nossos, cria de Sétimo. Tenho que te lembrar por que prenderam o maldito? Porque ele não tinha noção do perigo que é estar na sociedade mortal, não tinha noção que temos de nos disfarçar, e não sairmos desenfreados para cima do rebanho. Vampiros são predadores do silêncio, animal. – a voz era apenas um sussurro.

    A resposta de Lucas veio à tona, não duvidaria muito que saíssem na briga ali, Dekker era muito imprudente e impulsivo e Bennet dizia defender os seus e nos livrar dos outros que não eram desejáveis, na concepção dele, os Sétimos.

    Desviei os olhos dos dois por curiosidade, talvez pudéssemos estar em um enorme grupo ali dentro. Tantos vampiros reunidos em um único local, meus olhos giraram a procura de mais alguém a esta altura eu acreditava que era capaz de estarem todos ali, menos os gentis. Não tinha encontrado nada interessante, mas pude sentir o olhar de Samuel em mim e assim focar o rosto do descendente de Inverno, ele sorria gentilmente e me elogiava em seguida:

    - Belas roupas, é sempre agradável ver alguém elegante e bonita como você, irmã. – depositou um beijo no meu rosto e eu pude ver que algo além disso acontecia, os outros dois se encaravam friamente.

    – Obrigada – agradeci um pouco desconfortável com a situação.

    - Que seja feita vossa vontade! – Lucas saiu em direção ao caçador e debruçou-se na mesa por instantes.

    Estava um tanto constrangedora a situação, eu não gostava de ficar no meio de Lucas e Samuel quando começavam as rixas particulares, aquilo tudo era um problema deles não meu. Eu exibia certa curiosidade no olhar enquanto tentava descobrir o que estava acontecendo, entretanto a música alta estava sendo absurdamente irritante e me tirava a opção de ouvir o que se passava. Olhei de volta Samuel ele parecia um pouco pensativo, talvez. O restante da casa noturna seguia o compasso normalmente com a bebida e com as danças estranhas daqueles que já passaram do ponto e estavam demasiadamente alcoolizados, poderia até ser uma situação engraçada se eu não estivesse tão tensa. Consegui ver Lucas voltando para onde estávamos com um olhar satisfatório no rosto, como se tivesse encontrado pistas de onde estavam Os Sete ou até encontrado a melhor caça de todos os tempos.

    - Pra mim chega – falei revirando os olhos – Vocês dois podem continuar se quiserem, estou fora. – eu estava levantando a bandeira branca e saindo de cena, cansada daquilo tudo, daquela disputa que não era necessária e principalmente em estar entre eles nessa hora.

    Dei as costas aos outros dois descendentes e fui em direção a porta da casa noturna. Joguinhos tediosos não eram meu hobbie favorito, tampouco joguinhos em que eu era uma das peças. A saída estava a dois passos de mim, antes de sair lancei um olhar indignado aos dois e um olhar analítico para o caçador, também pude perceber a presença de outros vampiros. Lancei-me porta a fora, deixando pra trás todo o agito que a noite prometia a eles.

    Convidad
    Convidado

    Re: Vouga - Casa Noturna < RP Aberta> 24/03/2032, noite

    Mensagem por Convidad em Sex Maio 28, 2010 2:10 am


    we all have our dark sides, to say the least
    AND DEALING WITH DEATH IS THE NATURE OF THE BEAST
    - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - --


      - Aproveite sua noite, Violet, nos vemos outro dia.

      Samuel deixou que ela se afastasse, abandonando seu perfume para trás – enquanto a irmã não estivesse em poder de Lucas era uma vitória para ele. Haviam homens olhando para ela como sempre, visto que era uma beldade sem igual comparada a maioria das vampiras e claro que muito superior a beleza falha da humanidade. Veja bem, as peles pálidas e cadavéricas, as unhas enegrecidas eram preços baixos a se pagar comparado ao resto que se tinha a ganhar apenas nos quesitos cosméticos. Os olhos vampíricos eram poderosas armas de sedução, brilhantes sem igual e penetrantes como agulhas afiadas, e todos eles pareciam conter um certo encanto por onde quer que passavam, fazendo erguer olhares alheios e avulsos, até estranhos lhe pagarem uma bebida, ou você conquistar atenção daquela adolescente antes completamente absorvida pelo seu namorado jogador de futebol. Por fim, havia a voz que parecia acompanhar os dons vampíricos e assim como eles poderia ser aprimorada e afinada, transformando-se em verdadeiros cantos de sereia, que atraíam os homens para a armadilha mortal. Samuel gostava de utilizar seu carisma especial, e combinado com o seu porte, realmente fazia as pessoas o escutarem como um líder – não que importasse agora, tinha outros assuntos a serem tratados.

      Via Dekker vindo em sua direção, o sorriso minguado pela saída de Violet. Cada vez que via aquele rosto pálido e aqueles olhos castanhos podia sentir seu corpo tomado por uma ansiedade sem igual de segurar, quebrar e destruir. Lucas era odioso, e sabia que o que se passava naquela cabeça avoada não era boa coisa. Ele, como a garota Dwey e Edgar eram criaturas especialmente leais, mas isso se resumia entre si e portanto deveriam ter objetivos que só eles desejavam alcançar. Samuel imaginava os objetivos secretos que aqueles três cérebros mortos poderiam arquitetar, visto que Sétimo até mesmo ajudou Tobia a derrubar os próprios irmãos há mais de quatrocentos anos atrás. Justo? Não mesmo, lembramo-nos que Sétimo era um psicopata, um garoto que ganhou poderes vampíricos e os desenvolveu melhor do que deveria e só os usava para realizar suas paixões próprias. Os outros Cinco, com medo que tudo se pudesse a perder com essas demonstrações públicas do irmão, resolveram que deveriam traí-lo. Nenhum deles tivera vontade de colocar um fim entretanto, visto que a ira e força de tal vampiro era mais que sobrenatural, então usaram o único que ele confiava, Miguel, o irmão que mais tarde se tornaria conhecido como Gentil – que também era da mesma linhagem que Sétimo – para traí-lo. Por fim, a troca com o demônio foi feita, e ao adquirir os poderes pelos quais eles mais tarde seriam conhecidos. Dom Guilherme, o Inverno, seu pai e protetor foi o grande mentor do plano – não era para menos, o homem era realmente feito para reinar, destinado desde seu nascimento a ser o Senhor Feudal do Rio D'Ouro e depois destinado a ser o líder de todos os vampiros. Como Guilherme, Dom Samuel tinha uma missão na vida, e, como Inverno, tinha um eterno perdedor que queria ser sua pedra no sapato – queria, pois Samuel daria um jeito naqueles três descendentes, nem que fosse decapitando Sétimo nos seus dentes quando encontrasse seu corpo seco pela falta de sangue no lugar que fosse.

      - Certo Dekker, anda procurando aliados para seu bando de traidores? Não sei por que algum descendente gostaria de ficar próximo de sua vingança particular e arriscar-se a perder o próprio genitor. Creio que a loucura já vem cometendo mais profundamente suas ideias, temo pela segurança dos descendentes de Gentil que ainda estão aprisionados na mesma morada que vocês.

      Ele virou sua cabeça para o lado, em direção ao humano que se localizava no balcão, bebendo pacientemente seu wisky. Samuel balançou sua cabeça e fez um gesto significativo, depois voltando seus olhos pálidos e azuis para o inimigo, levantando uma sobrancelha. Ainda mais ódio parecia se concentrar dentro dele, como se fosse possível. A questão é que ele realmente andara fazendo negócios com os caçadores. Na hierarquia das espécies feita pelo subconsciente de Sam, eram os descendentes no topo, os vampiros comuns e lobisomens no patamar “um passo acima da humanidade” e finalmente os humanos, seguidos pelos lanterninhas chamados de caçadores – claro que os Sétimos nem vinham nessa lista, tal como impronunciáveis. Estes não mereciam nem mesmo a possibilidade de um cessar fogo, eles viviam para destruir vampiros, e não eram apenas alguns, eram todos. Ao se aliar com um Tobia, o vampiro estaria se matando e traindo de uma maneira impensável toda a sua linhagem. Era inadmissível, mas por sorte Dom Samuel era um homem de escrúpulos e não saltaria no pescoço de Dekker num local movimentado.

      - Quantos erros de seu pai você vai cometer antes de tomar consciência de que suas ações prejudicam até mesmo o próprio?



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    Re: Vouga - Casa Noturna < RP Aberta> 24/03/2032, noite

    Mensagem por Lucas Dekker em Sex Maio 28, 2010 10:54 pm

    RP Aberta- 24/03/2032, noite - Vouga - Post n°4 (talvez, final hushasuh)

    "...In periculo non est dormiendum...."






    - Pra mim chega. Vocês dois podem continuar se quiserem, estou fora.

    Lucas franziu o cenho ao ouvi-lá, achando aquilo totalmente ...sem graça. Como assim? Por quê ela tinha que ser tão arredia? Até parece que ele estava matando o insuportável do Samuel bem ali no meio da casa noturna e exibindo para ela! Ok, era o que queria, mas não tinha feito ainda. O que eram apenas algumas palavras, trocas de elogios, encaradas, provocações? Eles deviam se dar por satisfeitos que ele ainda tinha algum juízo e não tinha arrancado a cabeça dele! Mas ninguém reconhecia isso, só sabiam criticar e falar que ele era o intolerante, o encrenqueiro, o desordeiro, e blablablabla! Como todos sabiam fazer, como todos sempre falavam de Sétimo. Porém, ninguém sabe o que é ser traído e condenado, só eles sabiam e compartilhavam o sentimento herdado. Além do mais, que se exploda a opinião de todo o resto!

    - Desistindo fácil, Violet.

    Comentou antes de vê-la se afastar e sair porta a fora. Não interferiu, ela era livre para fazer suas escolhas, não ia forçá-la a nada, não podia fazer isso com ela. Não havia lhe restado mais nada que lhe impedisse que fizesse o que quisesse ali agora. Violet havia decidido não se meter, Sorrel estava sumido por aí, e nenhum outro descendente costumava se meter em seus assuntos. O que significava: iria caçar ou descontar sua raiva em algo ou alguém.

    - Certo Dekker, anda procurando aliados para seu bando de traidores? Não sei por que algum descendente gostaria de ficar próximo de sua vingança particular e arriscar-se a perder o próprio genitor. Creio que a loucura já vem cometendo mais profundamente suas ideias, temo pela segurança dos descendentes de Gentil que ainda estão aprisionados na mesma morada que vocês.

    Observou Samuel lançar um olhar para o caçador no balcão indignado. Sorriu debochado notando o ar de quem não estava acreditando que ele seria capaz de manter ‘negocios’ com caçadores. Ele não havia feito nada disso ainda, mas se isso incomodava Samuel...bom, ele daria um jeito nisso algum dia só para ter o prazer de ver a cara dele! Não costumava se aliar a eles, não só pelo fato de ser um vampiro, mas sim pelo fato de ter um deles no seu rastro por quase esses 30 anos, além do mais, todos eles queriam o couro de um descendente, ainda mais este sendo de Sétimo. Era quase um troféu, argh!

    - Quantos erros de seu pai você vai cometer antes de tomar consciência de que suas ações prejudicam até mesmo o próprio?

    - Ah, Samuel, Samuel. – falou com desdenho. – Eu ao contrario de você não necessito de ‘bando’ nenhum, muito menos de traidores, muito menos. Devia se preocupa mais com sua própria segurança, não com a deles que escolheram isso por consideração a Miguel, tentando redimir a traição dos outros.


    Lucas falava com certo peso, não era fácil lidar com tudo isso e saber se controlar quando se acometia com esse sentimento de traição pela parte dos outros descendentes, mesmo que estes nada tivessem feito, mas a herança estava ali, em cada um deles. E, era inevitável evitar qualquer provocação nem que seja a mais solene e disfarçada possível. Porem, isso não se aplica a Samuel, fazia questão de ser descaradamente e diretamente as provocações com ele!

    -E nunca estive tão ciente do que quero em toda minha existência, pode ter certeza. O que você chama de erros, eu chamo de conseqüências. Sétimo pode não ser o mais ‘certinho’ deles, mas ele não teria feito nada do que fez se eles não tivessem causado o que causaram. Criaram seu próprio inimigo, seu próprio fim.

    Encarou Samuel por alguns segundos, esboçando em seguido um longo sorriso sarcástico e decidiu que precisava se distrair com algo que valesse a pena, algo que resultasse numa boa caçada e sangue!

    - Caro Samuel, foi um desprazer conversar com você, mas tenho outras coisas para fazer. Como caçar, ou como você gosta de dizer ; vou causar a “ruína” dos outros descendentes. Tenha uma boa noite... ou não.

    Nem ele mesmo estava crendo que não ia continuar com as implicâncias com Samuel, mas realmente depois da cara de Violet ele não estava tão incentivado a isso. Claro que o desejo por sangue também falou mais alto, não que estivesse sedento, mas porque a noite era propicia e oportunidades não faltavam. Se afastou deixando Samuel e se embrenhou no meios dos corpos humanos. Provavelmente sairia dali com alguma vitima e longe dos olhares humanos e vampiros saciaria seu desejo, vagaria por mais algumas horas pelas ruas ate que se cansasse e voltasse para a moradia. Não dormia, não precisava, mas sair de dia mesmo que podendo não era algo muito prazeroso.
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    Re: Vouga - Casa Noturna < RP Aberta> 24/03/2032, noite

    Mensagem por The Destiny em Dom Jul 25, 2010 2:31 am

    RP Fechada!!!
    ninguém postou mais, ¬¬. well.


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    "Há sempre um caminho a seguir, Uma página é escrita, Tudo são meras possibilidades, Quão grande é inocência, de quem do próprio destino não tem consciência, O destino é cego.Quem de vós desconfiai?
    Ele sempre sabe o caminho, mas nunca vê para onde vai. Todos os caminhos pertencem ao destino .
    E foram traçados antes e depois de acontecerem.
    O tempo é apenas um mero detalhe."

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    Re: Vouga - Casa Noturna < RP Aberta> 24/03/2032, noite

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