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# Sejam Bem-Vindos ao Night Shift!

Cidade de Lisboa, Portugal. Ano de 2032. As coisas não mudaram tanto assim, apenas o cenário, apenas as imagens que passam paralelas as verdades que acontecem. Os leigos alheios aos acontecimentos, isentos de culpas e deveres. Mas, quando aquilo que pode ser uma ameaça para alguns está perdida pelo mundo sem destino ou razão. a esmo podendo está diante de um humano desavisado, para outros a mesma coisas pode significar o início da salvação de uma raça ameaçada e caçada eternamente por gerações. Você irá se importar com alguma dessas coisas? Ou será apenas mais uma pessoa vivendo a sua vida esperando que tudo se resolva, ou, tudo se acabe??
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# Data: Março de 2032
# Local: Lisboa, Portugal
# Temperatura: 26º
# Clima: Noite de céu limpo, brisa suave e clima agradável sem previsão de chuva...
# Lua: Crescente
# Sugestões de Ações:
- Person envolvidos diretamente na Trama Central : Parque Florestal Monsanto ; Pensão da Cidade ; Galpão abandonado
- Outros: Fiquem antentos a RP da trama central, você pode ser escolhido em breve. Qualquer outro lugar sem envolvimento direto com a trama.
# Duração do periodo: Indeterminado!


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REFORMULAÇÃO DO FORUM
(ex Orbis non Sufficit)
Agradecimento especial aos players que fazem isso aqui ser tão importante pra nós. - Fotos tiradas de vários lugares, mas principalmente do deviantart. - Todos os direitos reservados à Staff.

Recuse imitações. o NS é nosso, se copiar qualquer coisa sem antes ao menos pedir nossa autorização é PLÁGIO... E plágio é crime, hein?
Se copiar vai ser #umaputafaltadesacanagem e eu vou teperseguiratéoinfernoporra! xingar muito no Twitter!

bricadeira, mas aviso dado. Depois não diz que eu não avisei.


Night Shift - Turno da noite © 2009-2010

    Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

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    Nathaniel Szhor
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    Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

    Mensagem por Nathaniel Szhor em Ter Maio 11, 2010 11:08 pm

    DON'T TRUST A HO
    NEVER
    TRUST A HO •

    WON'T TRUST A HO, 'COS HO WON'T TRUST ME

    --------------------------------------------------

        A música pareceu ter parado por um segundo. Foi o intervalo significativo de um DJ mudando os discos que ele usava naquela hora. Uma música velha, de vinte anos atrás, mas que ainda fazia sucesso enorme. Nesse instante, só perceptível por um humano muito perspicaz, mas cujos ouvidos permanentemente excitados de um vampiro sabiam decifrar. Era nesse momento que subconscientemente a maioria das mulheres sem querer se desviavam levemente da atenção que davam a música e a dança, e aos seus parceiros para verificar algo sem sentido. Quem sabe a porta, quem sabe o teto. Nathan esperava que algumas olhassem para a porta. Contando os segundos de cada olhar ele sabia se ela estava acompanhada, se estava disposta... e logo que estivesse junto com uma delas, então seriam os outros sentidos que diriam se ela estava em condições de consumo. Um pouquinho, não o suficiente para matar. Era importante manter suas presas vivas, pois sempre haveria chance para um retorno.

        Os jovens se divertiam em volta do DJ como um bando de tribais em alguma espécie de ritual estranho. Nathaniel sorriu quando uma adolescente já além do limite da embriaguez colidiu com sua lateral. Ela cheirava boa refeição e álcool, e sorrira pra ele – era sempre bom retribuir favores antes que estas dívidas se acumulassem... e comentários como: “Hey, você se lembra de mim aquela noite?” eram sempre bem vindos. Para um vampiro, encontrar uma pessoa numa balada não era difícil, mesmo porque cada suor tinha um cheiro levemente peculiar. Comida.

        Era um daqueles dias comuns, e a Vouga estava longe de estar cheia. O vampiro, envolvido pelo manto sombrio que aquila programação de iluminação para uma certa música proporcionava, foi silencioso até o balcão e sentou-se numa das banquetas. A garçonete fez os olhos brilharem quando enxergou o amigo de longa data. Fazia mais de dois anos que Selene trabalhava naquela boate, e ela era uma ótima garota de recados, além de igualmente boa quando pedia que lhe fizessem favores. Ele nunca negou, afinal aquela garota tinha um sangue delicioso. Pediu o de sempre, uísque oito anos – uma bebida que ele nem sentia o gosto, para manter as aparências.

        - Então, o que a Deusa da lua traz para mim?

        Selene curvou seus lábios lascivos e cheios daquela volúpia que só humanas de vinte e cinco anos pareciam ter. Seus olhos escuros pareciam poços de piche, e se você olhasse muito ficaria preso. Deu-lhe uma piscadela e silenciosamente deixou um bilhete sobre a mesa. Os dedos frios e talentosos da mão esquerda do vampiro abriram o bilhete. A grafia elegante não podia ser diferente. Letras escritas com caneta rosa.

        “Garota loira, casaco, camisa branca, calça jeans e botas. Confusa. Parece em busca de alguém. Entrou há pouco tempo. Raramente a vimos e quando ela faz isso é com um amigo. O amigo não está presente.
        Preciso dizer mais, gato? Ela é toda sua.”

        Garota fascinante essa Selene. Ela concordava em observar vítimas ideias para Nathan em troca de umas brincadeirinhas quaisquer em sua casa. Mal sabia que ela não tinha nem meia vantagem naquele negócio. O que ela poderia dizer? Da primeira vez que ele sorriu e pediu um uísque... ela ferveu, como água jogada contra o fogo. Poucas criaturas conseguiam satisfazê-la, e por menos que conhecesse aquele homem de toque gelado e de olhos verdes lindos e corpo perfeito... bem, ele parecia saber exatamente do que ela gostava. Voltou a pegar bebidas para um bando de estudantes universitários sedentos, e quando seus olhos egros procuraram Nathan, ele não estava mais lá. Suspirou. Não tinha esperanças que ele fosse seu.. não todas as noites – nas de folga, eles se pertenciam. Pegou o copo vazio sobre o balcão e amassou nas suas mãos delicadas o tal bilhete.

        Atravessando o meio da casa noturna e desviando das pessoas que passavam, o vampiro chegou ao seu destino. Num canto um pouco mais iluminado que o resto, próxima às mesas se encontrava aquela garota. Os traços finos e elegantes de seu rosto meigo logo se destacaram para ele, e por uma das primeiras vezes em sua não vida, não fitou o pescoço, mas as curvas da humana. Como seu rosto, seu corpo era atlético e bem constituído. Suas coxas, apertadas numa calça jeans de um azul confortável aos olhos – nem muito claro, nem muito escuro – logo lhe chamaram a atenção, e de logo foi para suas mãozinhas delicadas e suas unhas pintadas – ao menos que ele estivesse enganado. Ele deu um passo à frente, e como se pressentisse o perigo a garota se virou e foi em direção a uma parte mais movimentada. Selene, como sempre estava certa. A expressão na face da garota dizia exatamente aquilo que ela escrevera: procurando alguém. Nathan torceu para que não achasse. Com mais alguns passos rápidos, misturou-se nas sombras da boate, e reapareceu em meio a luz. Sentiu o cheiro dos cabelos da mortal – dos cabelos deliciosamente dourados, que agora mudavam de azul para rosa por causa da iluminação. Ela era saudável, muito, e aquela fragrância doce e deliciosa parecia atraí-lo para seu pescocinho. Lambeu os lábios. Sua voz veio suave, apesar da música.

        - Oi, queria saber uma coisa...

        Ela se virou. Ele riu por dentro – Deus, isso funcionava sempre! Nathan deu um passo á frente, deixando que seu perfume francês suave se tornasse mais evidente. Graças de ter um mafioso que trabalha pra – ou por – você.

        - Eu estava imaginando o que Afrodite faria para ter metade do brilho dos seus olhos... e se não ela, o quanto as estrelas estariam desdenhado no céu dessa noite.

        Uma pausa bem executada. Satisfeito com a expressão da garota, prosseguiu, sorrindo de modo agradável.

        - Ao menos deixem que elas falem usando o seu nome... quem sabe se falá-lo em voz alta elas não te ouçam?



    --------------------------------------------------
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    Última edição por Nathaniel Szhor em Sex Maio 14, 2010 12:16 pm, editado 1 vez(es)
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    Re: Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

    Mensagem por Sarah Ellewanger em Sex Maio 14, 2010 12:38 am




    Dirigia sem hesitação meu SUV pelas ruas já escuras e vazias de Lisboa. É, eu gostava de carros grandes e aquele era confortável e poderia atropelar qualquer desgraçado sem problemas. Já tinha passado por muitos lugares em busca do meu mais próximo companheiro de caçadas, sem sucesso, fui ao último nome da pequena lista de casas noturnas da cidade que poderiam me dar alguma pista. Visitava a Vouga vez ou outra, mas em apenas duas entrei pelas portas largas do local sozinha. Poucos de nós andavam sozinhos, era como um procedimento de segurança como os policiais faziam. Andar em dupla poderia facilitar as coisas se você soubesse quem ter como companhia, no meu caso, Cromwell havia sido minha escolha.

    Era exatamente por ele que eu procurava aquela noite. Dias se passaram sem que eu tivesse notícia alguma, não era de seu feitio sumir dessa forma e eu começava a me preocupar, mesmo reconhecendo suas habilidades como caçador de bestas noturnas. As luzes de neon da casa já brilhava sobre o capô do meu carro e estacionei na ruela ao lado da Vouga. Na frente da boite, como uma estátua inerte de mármore, um vampiro de braços fortes bloqueava a entrada. Vampiros musculosos sempre me intrigaram, era realmente estranho um morto conseguir aquela massa. Sua face estava rosada e sua aparência era saudável, deixando claro que a refeição do dia já havia sido tomada, eu quase poderia acreditar que ele era humano.

    Ele me olhou com frieza. Seus olhos hipnotizantes aprisionariam com facilidade qualquer um que ousasse encará-lo de frente, sem aviso. Ao colocar o pé no primeiro degrau da pequena escadaria de apenas três, uma garota de longos cabelos negros e ombros largos e desnudos atravessou meu caminho. Ela apertou o braço do homem e lhe sorriu animada. – Boa noite, Butt. Acha que terei sorte hoje? – Ela piscou para ele e aproveitei para me colocar bem ao lado dela. Sorri também, um fingimento que poderia ser notado por qualquer um, mas o Butt estava ocupado respondendo a garota, talvez ele tenha notado minha ação, mas eu não saberia dizer ao certo, só sei que é fato a dificuldade que é enganar um vampiro. - Sempre, gatinha. Te vejo lá atrás mais tarde.

    A 'gatinha' teve passe livre e eu a segui. - Estou com ela hoje, Butt. – Outro sorriso, desta vez dei me melhor, e uma imitação barata da piscadela da garota. Adentrei no lugar mais rápida que o vento e não vi o rumo que meu ingresso tomou. A casa estava cheia. Humanos misturados com vampiros de todos os clãs, eles dançavam freneticamente ao som de uma batida forte e continua, o ritmo era dado por efeitos em notas menores que se elevavam e sumiam na trajetória da música. Odiava aquele tipo de som, detestava aquelas luzes apagando acendendo, girando, coloridas e acima de tudo, aquele cheiro que meu olfato aprendera tão bem a captar.

    Olhei novamente a porta, não sei bem o motivo, mas ela pareceu distante demais. Me movi com dificuldade entre os corpos que se contorciam. Mesas ao redor da pista de dança estavam ocupadas por casais ou pequenos grupos, as luzes não me deixaram identificar quem era o que pelos cantos da Vouga. Me foquei no que havia vindo fazer, fiz uma busca minuciosa com os olhos na esperança de encontrar qualquer vestígio de Cromwell ou pelo menos Buzz, o vampiro ridículo recém transformado que nos dava algumas informações em troca de favores menores. Como eu disse, ele era ridículo.

    Nenhum sinal. Meus passos eram lentos, cuidadosos e meu olhar girava em 360 graus pelo espaço interno da casa, até ouvir um cumprimento não familiar e ainda assim, tão conhecido. A voz dele transmitia uma tranquilidade, uma paz indescritível. Minha vontade primeira foi a de olhá-lo, mas me contive por saber exatamente com o que lidava. Eu desejava saber como era sua face, o que ela expressava ao falar aquelas palavras. Não poderia fazê-lo, contudo precisava responder alguma coisa.

    Me virei calmamente focando meu olhar em seu pescoço. Não foi difícil, minha estatura era mediana, mas comparada a ele eu era baixa. Ele continuou lançando uma frase feita com a qual ela iludia todas as garotas que encontrava e mesmo assim foi encantador. Eles sempre eram. Aí está o perigo que os rodeia. Esta é a dica: nunca olhe um vampiro nos olhos. Aparentemente ele não sabia quem eu era, deixaria desta forma. – Que gentil. – Sorri sem encará-lo. – Sou Jane, estou procurando umas amigas. – Mantinha meu melhor sorriso aparafusado no rosto, como qualquer garota tola da minha idade que acabara de ser cantada por um belo homem. Vampiros não atacam vítimas em grupo, eles preferem os solitários, alterar minhas reais condições poderia me deixar fora do perfil de caça.

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    Última edição por Sarah Ellewanger em Dom Maio 23, 2010 12:05 am, editado 2 vez(es)
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    Re: Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

    Mensagem por Nathaniel Szhor em Sex Maio 14, 2010 12:15 pm

    I WON'T BACK DOWN
    HEY BABY, THERE AIN'T
    NO EASY WAY OUT •

    HEY, I WILL STAND MY GROUND

    --------------------------------------------------

        Gentil? Isso o fez rir mais ainda em seu interior, e ter de usar seus músculos poderosos da face – afinal o vampirismo parecia dar um poder sobrenatural a todas as partes do corpo – para evitar uma gargalhada. A questão é que jamais tinham-lhe respondido uma cantada daquela forma. A maioria preferia um simples “obrigada” e o sorriso que sempre acompanhava aquilo. Vejamos bem, elogiar uma mulher era uma arte. Se falasse que ela era linda, que ela era gata, nunca teria conseguido sua atenção. Qualquer idiota com meio cérebro sabia chamar uma mulher de linda, mas precisava ter mais que isso para elogiar algo específico, o que as faziam sentir-se especiais – apesar de nem sempre elas colocarem isso na resposta. Involuntariamente enfiou uma das mãos no bolso, e relaxou um pouco o corpo.

        Nathan ergueu apenas uma de suas sobrancelhas, mas sem dispensar seu sorriso ainda – ela se desviava de seus olhos, como aquilo era... divertido. Vejamos quantos indícios haviam que ela estava ali sozinha – a primeira era que a Vouga estava um pouco mais vazia do que geralmente e ninguém viera de encontro a ela. Segundo, o bilhete de Selene a menina geralmente aparecia acompanhada, mas não de um grupo de humanas jovens, fresquinhas e cheias de sangue, mas de um homem. “Raramente a vimos.” talvez ela realmente estivesse sozinha, talvez tivesse motivos diversos para estar lá senão a diversão. Ora, vejam só, uma das grandes vantagens de ter um raciocínio estupidamente melhor do que a maioria humana – e vampírica – era relacionar as coisas melhor, mesmo quando a música house, o cheiro de sangue e as luzes brilhantes pudessem lhe distrair. Ela estava ocupada com algo importante... ela devia fazer algo importante – só faltou-lhe entender que isso se conectava com os olhos que se desviavam dos seus. Deu-lhe uma resposta evasiva.

        - Tem certeza que ainda estão aqui? Ou se já chegaram?

        Se qualquer vampiro fosse despachado com um “estou aqui com umas amigas” ele iria embora, mesmo pela garota mais saudável e bonita do lugar. Mas Nathan não era um desses vampiros quaisquer – estes eram os que viviam de roubos, que nunca se relacionavam com humanos – ele era um especial. Ele gostava de convencer as pessoas, e nada melhor do que se infiltrar num grupinho de amigas... e tinha outra coisa também. Ele notara que ela não era exatamente a garota mais linda e mais saudável do lugar – Jane parecia brilhar, como se tivesse luz própria, como se não fosse “apenas” humana. Seu sorriso era lindo, mas parecia faltar algo; seus olhos tinham um brilho especial – eram azuis como o céu, ou como ele lembrava que o céu era – e aquelas covinhas na bochecha... a tez pálida quase vampiresca, se não fosse o calor que ela emanava. Mas ele sabia que havia algo mais... ele precisava saber quem ela era. Não seu nome, mas quem ela era. Estranho, ele nunca tinha sentido assim antes, e talvez por esse motivo ele fez o primeiro elogio verdadeiro para uma garota em trinta anos – talvez por isso ele acabou saindo simplório e ingênuo. Seu semblante mudou um pouco, estava mais sério.

        - Me olha como se já me conhecesse, mas eu na faço a mínima ideia do que se esconde atrás desse sorriso lindo. Aceita um drink? Podemos esperar suas amigas aqui.

        O sorriso voltou logo depois, e com um gesto pomposo ele puxou uma das cadeira próximas. Estava num local muito claro e a vista para o seu gosto, mas a situação precisava de um certo improviso. Ofereceu o lugar para a humana, e se desse certo, iria sentar-se do outro lado, iria segurar sua mão... então ela diria que sua mão era fria, e ele desconversaria dizendo que o lugar estava frio.. então a levaria para casa, fincaria as presas... ou não, ou quem sabe não fosse nada disso. Quem sabe ele só quisesse conversar e ignorar a sede. De repente sentiu-se estranhamente solitário, de repente queria realmente dar ouvidos a alguém, seja lá quem fosse só para esquecer que faziam trinta anos que ele não via o céu azul dos olhos de Jane, que o sol lhe era um mistério, só visto através de fotos. Que nada disso mudara, assim como ele, o céu e o sol eram imutáveis, imortais e infinitos. Mas curiosamente Nathan não pensava em nenhuma das coisas... nem ele sabia o que pensava.

        - Venha, é sempre muito chato ter de aguardar sem ninguém para conversar!




    --------------------------------------------------
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    Re: Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

    Mensagem por Sarah Ellewanger em Qui Maio 20, 2010 9:46 am



    Educação. Uma palavra mágica no dicionário dos vampiros, sua elegância, charme, beleza se combinam perigosamente com a formalidade respeitosa que eles fingem tão genuinamente ter pelos humanos. Ele não me deixaria sozinha, não seria descortês a este ponto. O lugar começava a ficar vazio, já era tarde e a esta altura era a certo que Cromwell não estava na casa. Era interessante pensar que no momento eu gostaria de ter sua companhia, não por medo do vampiro ao meu lado, na mesma categoria, 'coisas interessantes', me sentia de certa forma a vontade ao lado dele.

    Me deixei conduzir por ele, afinal, eu era apenas mais uma garota qualquer na boate. Minha postura ereta e cautelosa, evitava que eu o tocasse. Não precisava entrar em contato com a frieza de sua pele petrificada, o mesmo acontecia com o cuidado que tinha para não olhá-lo diretamente. Mantive meu leve sorriso, tinha que parecer me divertir. O comentário da criatura me deu a certeza de que eu não estava interpretando tão bem quanto pensava, era sempre difícil enganar um vampiro, eles podiam ler nossas almas. A voz dele guardava muito mais do que insinuava, sussurros ao meu ouvido, sedução e promessas infinitas de prazer, atordoando meu pensamento.

    Vampiros não precisam necessariamente do contato visual para absorver suas vítimas, eu tinha aprendido isso da pior maneira possível em uma caçada em grupo algum tempo atrás. Tentei bloquear este novo caminho encontrado por ele, embora as propostas de amor furioso sob lençóis frios de seda soassem cada vez melhor. Minha boca salivava e minhas pupilas certamente estavam dilatadas, no fundo da minha mente um som indistinto rosnava como um trovão e se continuasse assim, logo eu estaria implorando para que ele me tomasse em seus braços.

    Engoli seco. Precisava de ar. Aceitei sentar no lugar ofertado por ele e na mesa, um copo usado com pouco mais de um dedo de qualquer coisa colorida que tomei sem cerimônia. Molhar a garganta foi uma boa opção para conseguir responder as perguntas dele de forma sóbria. – Não. Não o conheço. Este não é meu lugar favorito, não venho muito. – Mantive o sorriso, ignorando os elogios audíveis dele, enquanto lutava com os que a figura tentava incutir em minha mente sem permissão. - Como eu disse, o senhor é muito gentil, mas pela hora acho que não terei mais companhia. Melhor eu chamar um táxi e voltar para casa.

    Fiquei feliz por estarmos em um lugar claro, quanto menos perigoso um vampiro parece, mais complicado se afastar. A carapaça humana deles dificulta o julgamento correto, os olhos doces que vi de relance daquele ao meu lado poderia ser o mais difícil. Ele era bonito, como a maioria deles era, mas este tinha algo diferente. Seus traços firmes, o cheiro suave que emanava dele. Eu começava a suar sob a jaqueta escura.

    Um péssimo sinal. Ele notaria esse tipo de coisa. Hora da retirada, eu não poderia enfrentá-lo, estava fraquejando somente em pensar em sacar minha arma. Que droga! Se você ficar tonta não vai viver até amanhã, Sarah. E era isso, ele estava frente a mim e sorria deliciosamente, aquele sorriso cativante, enquanto meus olhos ficaram fixados no lábios do vampiro. – Bem, eu disse meu nome, qual seria o seu? – Dei de ombros e aproveitei para erguer meu olhar e me livrar da hipnose dos lábios dele. A movimentação era a mesma na pista de dança, mas o som alto não parecia chegar mais à mesa onde estávamos.

    Sorri. Um verdadeiro agora. Inevitável diante daquela atmosfera sedutora. O que Cromwell diria? Você sorrindo para monstros...ridícula. – Me repreendi na parte da cabeça que ainda me pertencia. Volte para escola, criança. Você não é uma caçadora. Deckard sorria convencido e tragava seu cigarro asqueroso. Sua imagem tomava minha mente. – Precisava me concentrar em sair dali sem a companhia do vampiro. Ele estava confiante, sua expressão leve, sem preocupações, mas eu não seria seu jantar hoje.

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    Última edição por Sarah Ellewanger em Sex Maio 21, 2010 12:46 am, editado 3 vez(es)
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    Re: Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

    Mensagem por Nathaniel Szhor em Qui Maio 20, 2010 4:04 pm

    SO FOLLOW ME DOWN
    I'LL SHOW YOU
    AROUND •

    THERE'S A PLACE WE GOTTA GO

    --------------------------------------------------


        Nunca beba um drinque com um vampiro. Nunca em sua vida faça isso, ainda mais em uma boate aonde o vampiro conhece uma garçonete, e ela acredita piamente nele. Maioria das crias da noite mantém alguns gramas de uma certa droga no bolso – Boa Noite Cinderela – e bastava uma dose pequena para que em segundos a pessoa estivesse intoxicada, completamente dopada e sem chances de reação. Ao contrário do que a maioria pensa, esta droga não faz a pessoa simplesmente dormir, mas sim reduzir seus pensamentos até um ponto em que qualquer comando, qualquer pedido, seria atendido prontamente. Nathan não era um adepto desse truque, porém. As vítimas, apesar de geralmente não se lembrarem do que havia acontecido nos períodos de transe, se lembravam do anterior, principalmente quando estavam sóbrias. Ele era inteligente, não queria polícia atrás dele, nem a desconfiança de um grupo de garotas. Mas que isso fique claro, Sarah teria cometido um erro mortal nesse momento. Mais uma vez ele foi ludibriado, estava acostumado a lidar com caçadores e caçadoras mais cuidadosas – mal ele sabia que aquilo fora apenas um fruto da confusão mental que ele proporcionava na garota. Se ela tivesse recusado a bebida, depois de ficar evitando o seu olhar, depois de ter dito aquilo sobre suas amigas... ele poderia ter raciocinado.

        Havia outros indícios que deixaram Nathan mais relaxado, mais confortável. Primeiramente, seus sentidos sobrenaturais, ativados e muito bem treinados com trinta anos de prática agora captavam certos sinais que indicavam que ela estava sendo atingida por sua presença. O sangue de Sarah corria de forma diferente, o som denunciava, ele parecia mais rápido, mais enérgico... ela suava, exalando um perfume delicioso, dizendo que estava madura, que poderia ser tomada, ser provada como um vinho raro – degustada. Ele já estava acostumado a aquela reação claro – estivera com humana apaixonadas por muito tempo, as enganara, roubara-lhes o sangue e a vida com seus caninos. A paixão era um instrumento de trabalho dele, e diferente da droga citada, esta tinha efeitos diferentes, deixava o sangue mais saboroso, substituía a dor da mordida pelo prazer lascivo, pela entorpecência causada pela falta de sangue. Elas se retorciam, ele as segurava com seus braços fortes, elas tentavam fincar suas unhas nas suas costas – até pareciam lutar por suas vidas como deveriam, mas do contrário que seria o previsível, elas abraçavam, elas forçavam uma pressão ainda maior entre seus corpos. Ele sorria, e se erguia, com os lábios vermelhos, com a pele corada e aquela sensação incrível de invencibilidade, com o sangue vivo pulsando novamente em suas veias, até que apodrecesse e se tornasse negro e morto. Sim, no final Jane não seria mais de uma vítima sua...

        Mas ela era esquiva. As resposta que ela dava não combinavam com sua idade e seu objetivo na Vouga. Ele sabia que ela não estava com suas amigas, sabia que estava ali por outra razão, e também não lhe era confortável uma companhia masculina. Seja lá o que ela viera fazer por lá, não o queria perto... mas a questão é que Nathan se sentia muitíssimo intrigado por ela, e por mais estranha e misteriosa ela fosse, ele queria tê-la por perto. Mentalmente, estremeceu com a ideia de tê-la longe de si. Pegar um taxi e sair noite a dentro? Em Lisboa? Sentiu uma tensão tomar seu corpo. Leve, mas existente. Não queria que ela saísse sozinha naquela cidade, não podia deixar que caísse na vista de outros vampiros e tivesse seu sangue quente, perfumado, delicioso e lascivo tomado por outros seres das trevas que não ele. Seu sorriso ficou quase a se desfazer, e quando ela se levantou para deixá-lo, sua graça sobrenatural agiu, o fazendo quase saltar em frente da humana. Ergueu suas sobrancelhas e em seus lábios se formaram nada mais que um sorriso amigável – disfarçado – com um vestígio de preocupação que era enormemente sincero. Não se importaria de provar o sangue daquela humana em outro dia, desde que a mantivesse a salvo dos dentes de seus irmãos. Quando abriu sua boca para dizer isso, ela o interrompeu.

        - Meu nome é Nathaniel, mas pode me chamar de Nathan... acho que nem minha mãe falava meu nome inteiro!

        Riu um pouco. Seus dentes brancos expostos. Dentes famintos, dentes de vampiro, mas sem mostrar sua natureza real, seus caninos pequenos como os de qualquer mortal. Piscou. Decidiu uma nova abordagem do assunto anterior, que ficou pendente em seus lábios entreabertos segundos antes. Enquanto ela andava, foi acompanhando. Não se virou para Selene como fazia habitualmente, apenas tinha seus olhos – cuidadosos e preocupados, como quando o ourives tem em sua mão um lindo e raro diamante que tem de ser lapidado e polido; frágil, diamantes se quebravam se caíssem no chão – para Jane, para sua preciosidade. Como uma escolta, foi até a porta da boate logo atrás da garota com quem vinha conversando. Olhou com o canto do olho para o vampiro que servia como segurança. Ele parecia desconcertado com a saída de Jane, mas quando sua mão saiu do colo habitual, Nathan fez seus olhos cintilarem como brasas na noite, e o guarda deu um passo para trás. Não era questão de ser vampiro, mas sim de ser descendente, de ser um dos escolhidos pelos Sete, os vampiros que eram tidos como lendas no mundo da noite – os vampiros que fizeram um pacto com o demônio, que traíram o sétimo irmão em troca de dons poderosíssimos. Butt era um vampiro ordinário, comum e sem graça, ele era um filho de Acordador, ele tinha alguns benefícios vindos diretos do tinhoso, e que os mortos dissessem isso por ele. O segurança coçou a cabeça, Nathan sorriu como se aquela fosse outra de suas presas – ele deve ter ficado bem desconfiado, mas deu de ombros. Ele segurou o braço dela, tomando cuidado para que tocasse a blusa e ela não sentisse seu frio cadavérico, suspirou, seus olhos sérios e penetrantes fuzilando a humana.

        - Jane, ao menos deixe-me levá-la para casa. Meu carro está logo ali do outro lado da rua, basta me dizer aonde mora. Eu... preciso, ter certeza que você vai chegar bem em casa.

        Virou-se com um olhar um tanto ingênuo. Ele não parecia de longe o vampiro que a pouco quisera seduzir a garota e sugar-lhe o sangue, ele parecia completamente diferente. Na sua mente as coisas se embaralhavam e se misturavam. Por um lado ela era fantástica, por outro completamente inebriante. Ele teve uma ideia maluca, sobre Jane, sobre ele. Uma ideia muito louca para ser executada – ele seria capaz de executá-la? Resolveu que iria revelar a ideia assim que ela entrasse em seu Lexus ES 350 preto parado do outro lado da rua, com os faróis luzindo já que tinha pressionado o botão “Unlock” no controle embutido na chave do veículo. Seu tom voltou ao suave e sedutor no instante seguinte.

        - E imagino que esteja com fome. Assim, podemos passar em algum lugar mais tranquilo; quem sabe assim posso passar mais um tempo na companhia de sua voz maravilhosa, ouvindo-a melhor sem essa música perturbadora. Diga-me, vem comigo?



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    Re: Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

    Mensagem por Sarah Ellewanger em Dom Maio 23, 2010 12:03 am



    Estúpida! Estúpida! A voz interior repetia sem parar como um sinal de alerta barulhento e latejante. Eu havia estragado tudo e provavelmente não passaria dessa noite. Falhei em me libertar dos ardilosos poderes da criatura ao meu lado e agora eu caminhava para o que poderia ser a última ação da minha vida, sim, já que eu preferia morrer a me tornar um deles. Nathaniel. Era um nome lindo, ele era lindo e a noite parecia ser uma das mais belas que já havia vivido. Um encontro que não fora marcada, casual e sem propósito. Porque ele não podia ser qualquer um? A única coisa que peço esses dias é que as pessoas sejam pessoas e ele me é enviado.

    Era uma conversa absurda a que tinha comigo mesma, estava tonta e me esforcei colossalmente para ficar equilibrada sobre os saltos grossos de minhas botas pretas. Estávamos na enorme porta da Vouga e o vampiro forte, Butt, que pouco tempo antes havia me deixado passar sem grandes problemas, agora saia do caminho como se algo o compelisse para longe. Nathan não era qualquer um na hierarquia dos sugadores, deveria ser de um dos clãs que tomavam o poder. Isso explicaria o motivo de me sentir tão vulnerável e absorta ao lado dele.

    Sorri para ele mais de uma vez enquanto o ouvia, não era voluntário, na parte de minha mente que ainda não estava entorpecida eu tentava compreender o que seria aquela onda de musculação facial que me acometia. Nunca fui a mais simpática das pessoas e na situação atual eu realmente não deveria ser, mas não conseguia me focar, reaver o controle das minhas ações. Eu estava perdida. A voz dele preencheu o silencio repentino que se deu ao sairmos da boate. A rua vazia e escura me dava a proporção do tamanho do problema que tinha em mãos.

    O carro estava perto, eu o havia deixado na lateral da casa noturna, mas o convite de Nathan nos guiava para o Lexus dele, estacionado do outro lado da rua na frente da Vouga. O som de destrave do veículo me trouxe a superfície, então parei de caminhar e aquele sorriso irritante estava de volta ao meu rosto. Ooh, agradeço muito, mas eu vim de carro. – Tirei a chave que guardava no bolso e apertei o botão no canto esquerdo do controle. Nada aconteceu. Não estava perto o suficiente e nem ao menos o apontei na direção do carro. Idiota. Novamente a voz mental me repreendeu. - Eu ia dirigir essa noite, sabe como é, ser a motorista sóbria. Mas aquelas vagabundas me abandonaram. Se não fosse voce, teria sido uma péssima noite.

    Eu fui me distanciando enquanto falava, não queria ele perto do meu carro quando fosse sair. Nathan me acompanhou e em meu encalço continuou suas ofertas de continuidade da noite. A palavra fome me fez acelerar os passos, desta vez o controle funcionou e a porta destravou imediatamente. A puxei sem demora e entrei no carro, fechando-a logo em seguida. Da segurança ilusória do interior do carro, respondi ao convite. - Realmente não posso, amanhã preciso acordar cedo para o trabalho. Obrigada, Nathan, de verdade. – Já fazia tanto tempo que um homem não se esforçava assim para estar comigo que o agradecimento não foi fingido, minha cabeça deveria estar realmente embaralhada por pensar desta forma, quando o que Nathan queria era uma refeição.

    A chave estava na ignição e ele a alguns passos do vidro, quando tentei ligar o carro. O motor deu sinal de vida, mas não continuou. O sorriso sem brilho que eu ainda ostentava começou a se desfazer. Não era possível que aquilo estivesse acontecendo. Minhas mãos seguravam com força o volante, eu sentia a pressão que elas faziam contra o couro que envolvia a direção. Algo conspirava contra mim àquela noite. Nathan estava de pé bem diante do vidro da porta, se ele respirava eu conseguia verificar, o sorriso afável que ele tinha poderia me hipnotizar novamente se eu não desviasse o olhar. Agora eu tinha certeza de que estava em apuros.


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    Re: Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

    Mensagem por Nathaniel Szhor em Dom Maio 23, 2010 2:10 am

    I DON'T KNOW WHO YOU THINK YOU ARE
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        Contradições, contradições. Sim, agora ele estava notando o quanto aquela garota queria se ver longe dele, o quanto ela o repudiava e mesmo assim o desejava. Sentia o sofrimento psicológico que a aflingia a cada segundo, e a forçava a dizer coisas. Desculpas, desculpas. Nenhuma delas se encaixava, as coisas colidiam e não eram harmoniosamente colocadas uma ao lado da outra. A confusão o agradava, praticamente um pedido para que ele continuasse a provocá-la, seu suor, seus olhos, seu sofrimento, era delicioso, e ele nem precisava saborear seu sangue para sentir aquilo entrando por dentro do seu ser e reanimando seu corpo. O medo, a ansiedade, a paixão, estava tudo estampado na face dela, e muito bem misturado, em porções iguais de loucura. Ela aguentaria se afastar dele? Aguentaria ficar longe, sabendo o que ele a prometia? Eram as amigas ou o amigo? O taxi ou o carro? O trabalho amanhã... trabalho, quem em sã consciência apareceria e tomaria um drinque com um estranho sabendo que tinha de levar suas amigas embriagadas para casa? Era uma coitada, com um belo segredo a esconder e achava que ele seria facilçemnte enganado com seus 30 anos consumindo humanos – percebendo cada reação de seus corpos e cada sinal que eles faziam. Nathan, um ex-psicopata, cujo raciocínio lógico e a habilidade de mentir eram praticamente inigualáveis. Ele duvidou, mas quando a SUV não pegou, seu sorriso se abriu como o do gato de Alice no País das Maravilhas, arregalado, e seus olhos verdes estavam igualmente enormes e hipnóticos.

        Tudo se encheu de um silêncio completo. Na verdade de três silêncios. Aquele da noite, que todos estão acostumados a ouvir, como se o próprio mundo tivesse deixado de existir quando o sol se punha e a lua imperava impávida sobre o firmamento, derramando seu brilho prateado e pálido sob as ruas, sobre as cidades, as vilas, e as florestas e montanhas – refletida por rios e riachos. Havia o silêncio do vampiro; aquele sobrenatural que as histórias falam, de pés que não parecem tocar o chão, de um coração morto, cujos batimentos não eram necessários e nem mesmo deveriam acontecer, visto que o que se locomovia era um ser morto – o silêncio de seu sorriso, que dizia mil coisas as quais os humanos achavam estar acostumados mas não; o prazer, do sangue quente e saboroso, escorrendo pela garganta morta, o fazendo sentir-se vivo por um breve instante. E por fim havia o terceiro silêncio, o silêncio da vítima em um beco sem saída, que via o predador se aproximando, e sabia que se gritasse, se esboçasse reação, seria só pior, só atrairia mais e mais predadores – a respiração paralisada pela ansiedade. Na face de Nathaniel surgiu uma expressão terrível de preocupação, a testa franzida e o rosto sério e soturno – completamente falsa agora, mas completamente convincente – por dentro ele sorria como há instantes atrás.

        - Até agora não teve motivo algum para me agradecer, mas se tem algum problema, e tem de trabalhar amanhã posso te levar para sua casa.

        Viu a sombra de hesitação pairando sobre ela como uma Banshee, um espírito de grandes poderes. Ela não queria, mas ela tinha de ir com ele, e não havia escolha... ou ela diria mais meias desculpas? Ou ela se arriscaria a tentar mais uma vez e se meteria em outro beco sem saída, murado pelas contradições que ela mesmo dissera. A acompanhou enquanto ela saia trêmula do carro, sentiu seu nervosismo e segurou em sua mão – quente e delicada, e seu polegar roço um seu pulso; encostando na pele fina, o tato treinado e apurado do caçador localizou uma suculenta veia, um dos locais por onde era muito fácil sugar o sangue da humana, seria apenas um puxão para que a tivesse sob seu poder e colocasse um fim em sua vida; dois golpes consecutivos e o pescoço dela estaria quebrado e ele saborearia seu néctar da vida; felizmente mais uma vez, Nathan não era esse tipo.

        Afagou os cabelos louros dela, e os cheirou. Mais uma vez sentindo a essência de sua danação, aquele vinho raro que ele queria tanto consumir, mas sem antes um ritual – não um ritual propriamente dito, mas alguma coisa especial para que não fosse só mais uma refeição; quase como se aquele vinho raro, que ele ainda não descobrira o porque de ser tão especial além do estado de espírito dela, não fosse especial por si só. Com um gesto rápido fez que as portas se destrancassem mais uma vez, e com um gesto pomposo de gentileza -quase como aquele dentro da boate – ofereceu que Srah se sentasse no banco do carona. Tomou seu lugar no do motorista e ligou o carro, que rugiu possante com seu motor preparado. Sim, aquele não era um Lexus qualquer, aquele fora especialmente encomendado pelo seu protegido: o Caixão era blindado, e se fosse necessário, se transformava numa fortaleza sobre rodas com apenas um toque em um botão escondido na lateral do painel.No resto, parecia um carro bem comum – nem os faróis eram de xenônio, como a maioria, afinal vampiros tinham visão assustadoramente poderosa nas sombras noturnas.

        Girou o volume no toca discos acoplado ao painel e apertou play. A seleção randômica logo achou algo pra tocar, e uma música conhecida do vampiro começou. Uma de suas favoritas para falar a verdade. A guitarra surda de Bad Things, começou aumentando a tensão no carro. O sorriso de Nathan pareceu entrar em ritmo com o som, e ele se virou para os olhos azuis de Sarah, trazendo sua voz grave e suave como a do próprio Jace Everett veio.

        - I don't know who you think you are, but before the night is through, I wanna do bad things with you...

        Depois riu em alto e bom som, levantando a cabeça e olhando para o teto solar, e depois voltando-se para a menina que dizia ser a tal Jane, com o sorriso predatório. Não poderia estar mais feliz, ao final daquela noite, ele faria coisas más com ela... ah se faria. O clima já mudara com o som. Se ela quisesse ter medo não importava, na verdade seria té divertido, mas que haviam coisas “más” que ele queria fazer com ela era a pura verdade. Era questão de tempo para que algumas coisinhas mais fossem comunicadas a inocente humana, ele pensava.

        - Então Jane, aonde você mora?




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    Re: Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

    Mensagem por Sarah Ellewanger em Dom Maio 23, 2010 2:51 pm



    Eu não poderia descrever minha expressão. Frustração, raiva, asco do que estava por vir. Eu não daria mais desculpas falhas, não inventaria álibis falsos para uma situação sobrenaturalmente verdadeira, então deveria encarar de frente e encontrar uma solução mais prática. Era hora de enfrentar o que eu me propusera, o que eu fora treinada para; um vampiro real e ardiloso. Suas palavras gentis chegavam suaves como o som de uma flauta doce aos meus ouvidos e ao mesmo tempo como um trovão forte demonstrando seu poder pelos céus. Era como um peso contra minha pele. Sua vontade, desejo, força, personalidade, o que quer que fosse, vinha de encontro a mim. Eu sentia aquilo como o vento forte e cortante do inverno. A pele de meus braços se arrepiava e eu não conseguia me negar ao que ele silenciosamente ordenava. Nathan me escoltou até seu carro de forma gentil, as vozes e ofertas voltaram à minha mente com uma força ainda maior que a anterior e eu quase podia me ouvir gemer no fundo da minha cabeça.

    Ele estava me tocando, sentindo minha essência, me senti invadida, violada, mas ele tinha a minha permissão a certo modo. Eu não havia negado o pedido de entrada, eles podiam ler mentes. A esta altura o vampiro já sabia mais sobre mim do que eu havia contado, deveria saber o que eu fazia e minha máscara talvez tivesse caído desde o momento inicial de nossa conversa. Era nisso que tentava me concentrar ao sentar no banco de passageiros do Lexus. Carro incomum para um vampiro, eles gostavam de ostentação em sua maioria e aquele modelo não era o mais novo. Muito bem, Sarah. Faça o que aprendeu. Antes tarde do que nunca. O interior do carro parecia normal, sem alterações aparentes. Meus olhos percorreram a superfície do painel em busca de qualquer pista, mas não houve sucesso. Encontraram a lateral da bela face de Nathan, ele dirigia tranquilo.

    A música quebrou minha concentração e a cantoria do vampiro era peculiar, já não bastavam as vozes sussurradas com cores carmim e textura sedutora, ele precisava dizer com todas letras seu desejo profano, suas necessidades básicas de besta noturna. Sorria. Se divertia com a situação. – Sarah. E não precisa me deixar em casa, pode parar aqui mesmo. E, Nathan, não tente nenhuma bobagem. – Mostrei o pager em minha mão. Bastava um toque e uma mensagem seria enviada e todos os caçadores saberiam que ela precisava de ajuda. Era mais um procedimento de segurança. Celulares são falhos, eles perdem sinal, ficam inativos e são bem mais frágeis que os bipadores de décadas passadas. A velha tecnologia por vezes se saía melhor que a nova. - Voce pode acabar comigo, mas não vai se safar de um belo grupo te caçando. – Minha voz tinha toda a confiança da minha própria alma e o olhava.

    Para tudo isso foi necessário um certo sacrifício. Minha unha do dedo indicador estava cravada a meia altura do dedão da mesma mão, a dor havia me libertado do estado nauseante em que me encontrava minutos atrás, ele não estava mais no comando, eu estava. E apesar de sentir minha mente agora leve e vazia, ainda estava tonta, quase drenada, mas se eu caísse seria o fim. – I can do bad things with you too... – Ameacei com um sorriso de canto, o som da minha voz saiu estranho, até mesmo para mim. Tudo ou nada. Qualquer um conhecesse o jogo saberia do que eu estava falando. O sorriso estúpido que tinha aparafusado no rosto durante o tempo em que estive com ele havia dado lugar a um novo, um melhor. O meu sorriso ao ter a chance de acabar com um monstro.

    A adrenalina que encharcava meu corpo evitava o terror que eu deveria sentir. Estava em um ambiente fechado, em movimento, com um vampiro experiente, sedutor e poderoso. Eu acabara de ameaçá-lo, uma pobre humana, como se fosse possível. Mas eu estava contente, aquele maldito sorriso de satisfação não estava mais pendurado no rosto perfeito dele.


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    NOTES Esse não foi muito bom, desculpa. Tem gente falando aqui do lado e não de pra me concentrar bem. Qualquer erro, perdoem, não revisei ! ?
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    Re: Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

    Mensagem por Nathaniel Szhor em Dom Maio 23, 2010 4:36 pm

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        Nossa amiguinha Sarah era o cúmulo da inexperiência. Como um vilão de filme B ou desenho animado, quando achava que o “mocinho” – sim a analogia é imperfeita, visto que teoricamente o vilão é Nathan - estava em suas mãos, tinha lhe contado todo o seu plano genial. Veja bem, ela era tão inocente que em vez de acionar seu grupo de caçadores disfarçadamente enquanto o vampiro cantava sua música favorita, que ecoava dentro do automóvel e obstruía parcialmente seus sentidos sobre-humanos, ela falara em alto e bom som, e ainda tinha lhe mostrado o pager em sua mãozinha de garota. Pobre menina... tão, tão inocente... não se brinca com vampiros, ainda mais um que faz tempo que está no ramo e ainda era um filho de Acordador. Agora nosso amigo Nathan continuava sorrindo, balançando sua cabeça de um lado para o outro assoviando a musica. Seus olhos brilhavam em vermelho e inundavam o carro com aquele espectro escarlate.
        Recapitulemos dois pontos sobre Nathaniel Szhor: Imponderado e rápido de raciocínio. Rápido o suficiente para que com sua velocidade sobrenatural estendesse seu dedo até o botão na lateral do painel e apertasse seu botãozinho do capeta. Instantaneamente escamas metálicas desceram em cada janela, inclusive o parabrisa, e um monitor no painel, que qualquer um confundiria com um GPS comum, começou a mostrar a visão de uma das diversas câmeras posicionadas na parte externa do carro, que substituíam a necessidade da visão através de vidros. Imponderado – ele acabara de se prender com uma caçadora dentro de um carro blindado praticamente impenetrável por vias “normais”.

        - Bem vindo ao Caixão, meu carro favorito. Se estudou bem física, deve saber porque celulares e pagers não tem sinal dentro de elevadores e micro-ondas... pois é, aqui dentro eles também não tem serventia alguma, isso é o que eles chamam de uma gaiola de Faraday. Ah, nem pense em me matar, já que só é aberto por dentro a comando de senha e essa belezinha tem vidros blindados à prova de AWPs.

        Em seu rosto uma expressão completamente inconcebível de satisfação existia. Ele não precisara nem mesmo forçá-la a descobrir o que ela fazia, nem mesmo precisou contar seu estado. Aquilo era, e seria, muito mais divertido que ele pretendia. Lambeu os lábios enquanto a forte guitarra fazia seu som ensurdecedor, e com uma manobra, parou num acostamento. Tirando as mãos do volante, e se virando com olhos interrogativos, brilhantes como o fogo, e assassinos como lhe convém. Ia começar a falara, mas então outra música de sua seleção começou, e essa era especialmente divertida: Sympathy for the Devil, e seus batuques fizeram os som histórico que marcava o tema de Entrevista com o Vampiro. Ficou balançando o dedinho acompanhando o ritmo, e depois sorriu, fazendo um gesto pomposo com as duas mãos, com uma pequena mesura.

        - Pleased to meet you, hope you guess my name!

        Apontou para si mesmo, e depois diminuiu o volume da música que tinha colocado. Fitando as profundezas do olhar de Sarah com um ar engraçadíssimo, quase como se tivesse acabado de ouvir a piada mais engraçada do mundo. Ela era uma caçadora, ele era um vampiro. Eram inimigos declarados e mortais que foram colocados na terra um na frente do outro. Ele com seus dentes brilhantes, e seus caninos proeminentes e longos como os de leão, e ela com sua carinha inocente. Como sempre, a voz grave e sedutora, como um rio caudaloso que arrasta as coisas e te leva para longe, como a correnteza marítima. Já lhe forjava elogios com o novo nome da garota, e esse sim combinava com ela.

        - Agora vejo porque você não é Jane, e sim Sarah... você é uma princesa, com seus lábios vermelhos lascivos e bem desenhados, com seus olhos que não me fazem sentir falta do céu, e seus cabelos louros, como se um dia a tivessem adornado com uma coroa cujo ouro se transformou em fios de sol. Você é um raio de sol também, que procura e elimina os noturnos, você é um anjo vindo dos céus em busca de nós... e eu já fiz minha escolha a seu respeito, tem ideia de qual é?

        Sua face ficou mais séria, o brilho dos seus olhos diminuiu de intensidade, e por ser praticamente a única fonte luminosa dentro do carro, apenas um pequeno espectro vermelho agora banhava o rosto angelical de Sarah. Mais do que antes agora ele sentia a paixão ardendo, mas não dentro dela, e sim dele. Foi aproximando seus corpos, e colocou sua mão fria na coxa torneada da garota, sentindo seus músculos e a textura do jeans no tato. Já não sentava de frente para o volante, sentava de lado. Sua voz suave fez se ecoar em meio aos harpejos de guitarra do Slash, no fundo como trilha sonora.

        - Eu só quero saber a sua agora.



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    Re: Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

    Mensagem por Sarah Ellewanger em Seg Maio 24, 2010 3:48 am





    O gosto do meu coração tomava toda minha boca. Ele pulsava freneticamente, descompassado e enviava ao meu cérebro a informação que nada ia bem. Eu não conseguia respirar, agradeci naquele momento não ser claustrofóbica, enquanto ele explicava sua maravilhosa máquina-caixão sobre rodas. Nem pense em me matar? Que conselho mais idiota para se dar a uma caçadora. Matá-lo era a única coisa na qual eu pensava no momento. Aquele sorriso odioso de vitória e satisfação estava de volta ao rosto dele. Me imaginei enfiando uma estaca pontuda no lado esquerdo do peito do vampiro. Eu havia sido estúpida, descuidada, relapsa. Deixei tudo que aprendi do lado de fora da porta da Vouga quando entrei, me sentia insultada, minimizada e subestimada. Até aquele momento eu já tinha enfrentado vários da raça dele, mas nenhum como ele. Nathan era aquele tipo sobre o qual eu havia apenas lido. Quando ele cantava me lembrava instantaneamente Lestat, o grande vampiro roqueiro, do universo de Anne Rice. Ela talvez nunca saiba o quão certa estava ao escrever aquelas tantas linhas ou eu sou a pessoa mais ingênua do planeta por não ter pensado que ela conhece muito bem o assunto do qual fala por experiência própria.

    A música tema da glória comemorada por Nathaniel era uma das minhas favoritas na adolescência, se um dia eu imaginasse que ela seria minha trilha sonora para a morte, não a teria ouvido a mesma quantidade de vezes, guardaria um pouco do mistério dela para este momento. Cada centímetro do sorriso que ele abria ao cantar sonoramente a letra dos Rolling Stones era deslumbrante, não importava o quanto eu relutasse dentro de mim, precisava admitir seu encanto. Ele me olhava, minha expressão contida, como a de um animal enjaulado. Um tigre colhido na selva e jogado atrás de grades, exposto a olhares curiosos e desconhecidos. A doçura de sua voz em minha mente continuava e senti um calafrio. A maioria das pessoas não reage bem a situações extremas que ameacem sua vida, elas congelam, a mente fica amortecida por alguns segundos e são estes segundos que podem levá-los dessa para melhor. Apesar do temor natural que eu sentia, não estava paralisada, estava pronta para o que viesse. A voz dele era deliciosa, baixa, sussurrante, quase humana e ao mesmo tempo como o toque de uma trombeta angelical.

    O vampiro se aproximou, recitando um poema feito especialmente para mim. Eu deveria me sentir lisonjeada? Deveria dizer alguma coisa? Não tinha forças para isso, se tentasse balbuciaria pateticamente o que a voz no fundo da minha cabeça pedia. No turbilhão de pensamentos daquele momento, eu sentia uma onda de ódio me tomando, detestava a maneira como ele tentava me seduzir com palavras baratas tiradas de livros femininos, simplesmente pelo fato de que eu queria acreditar nelas, todas as células que formavam meu corpo eram atraídas como um imã para ele, eu desejava que fosse tudo verdade e que ele me tomasse ferozmente. Eu ansiava por sexo selvagem e dor. De repente ele era o cadáver mais lindo que eu já havia visto, seu poder dançava pelo meu corpo, mas ainda não tinha total controle, nem teria enquanto eu ainda respirasse. Minha boca estava seca, um misto confuso de excitação, desejo e raiva.

    Seus olhos se tornaram dois globos reluzente, dois rubis iluminados. Era a primeira vez que um deles se apresentava dessa forma para mim. Sua mão gélida como a neve tateava minha perna e subia ao bel prazer por ela acariciando minha coxa. A excitação crescia ao ponto de me fazer estremecer. Seu toque não era o de um assassino, mas o de um amante fervoroso, experiente, viril. Meu olhar não ousava encontrar o dele, fitei sua mão para organizar melhor meu pequeno plano, mas era necessário um esforço sobrehumano. O que ele não sabia era que eu tinha apertado o pequeno botão do bip antes de informá-lo do que era a pequena caixa preta, mas isso já não importava. Ninguém viria. Ninguém saberia onde procurar. Minha Firestar, pequena e compacta, 9mm de sete tiros estava no coldre axilar sob minha jaqueta. Ela seria minha única chance. O detalhe da senha seria resolvido depois, eu só preferia não morrer pelas mãos dele ou me tornar um de suas crias.

    Me afastei devagar, recolhendo-me em mim mesma ao passo que ele avançava lentamente em minha direção. Minha mão precisava estar no lugar certo ou eu nunca acertaria, o tempo precisava ser exato, um movimento brusco e errado acabaria com tudo. A pergunta dele parecia requerer uma resposta mais firme de minha parte, talvez a que ele estava habituado a ouvir de todas as que já havia prendido entre aquelas paredes frias que faziam exata alusão à seus braços, mas ele podia ler minha mente para tê-la. O som da guitarra conhecida chegava aos meus ouvidos distorcida, não podia confiar em meus sentidos. Fechei minha mão com força somente para ter certeza de que ainda a sentia, de que ainda tinha controle sobre ela. Como uma virgem tímida cruzei as mãos sobre o peito, guardando-o da lascividade do toque de Nathan que percorria um caminho vertical em meu corpo. Eu quase podia tocar o cabo rígido da Firestar, mas ainda não era o momento certo. - Quero ser sua. – Não foi difícil dizê-lo, a frase estava formada e gritava dentro de mim fazia um bom tempo, o tom verdadeiro de total entrega serviria bem, o resto de consciência que ainda me sobrava confiava na parte insana para fazer o trabalho sujo.



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    VESTINDO Olha na primera, tô com preguiça ! ?
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    Re: Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

    Mensagem por Nathaniel Szhor em Ter Maio 25, 2010 9:14 am

    AND IF I ONLY COULD MAKE A DEAL WITH GOD
    AND GET HIM
    TO SWAP OUR PLACES •

    BE RUNNING UP THAT ROAD. BE RUNNING UP THAT HILL, WITH NO PROBLEMS

    --------------------------------------------------


        Ele tinha finalmente encurralado Sarah. Estava morrendo de satisfação, mas mais ainda estava morrendo de vontade de agarrá-la, de torná-la sua, mas não se permitia através de meios maldosos, ela teria de se render a ele, ela teria de não colocar mais empecilhos contra ele – será que ela não via que era completamente inútil tentar qualquer coisa? Será que ela não percebia que não importava o quanto ela tentasse uma hora ele conseguiria derrubar as muralhas que ela tentava erguer inutilmente? Por que tanta racionalidade? Por que não deixar seus sentimentos conduzí-la e finalmente trazer sua perdição? Ele nunca entenderia, ele nunca foi uma pessoa racional, ele sempre teve esse pequeno lampejo de sentimentalismo por trás, e por mais que visse um caçador na sua frente, que na sua primeira vacilada fosse atravessar uma estaca de madeira em seu peito, fosse enfiar uma bala de prata na sua cabeça ou decapitá-lo com um facão, ainda sentia que por trás dese caçador haveria ela: apenas uma humana, com seus medos, com suas angústias e seu sofrimento particular. Assim como por trás daquele vampiro sádico e sanguinário havia algum restante de humanidade, certo? Ele suspirou, mesmo que aquelas palavras dela tivessem saído com naturalidade – e ele sentia sua paixão em seu perfume. Via-se numa dúvida terrível: ele deveria ou não continuar? Sua escolha passada queria lutar com isso. Ela, daquela maneira doce, parecia desarmar tanto suas qualidades e seus defeitos. Sem saber ele estava sendo manipulado, perdera sua linha de raciocínio, começara a ponderar as coisas e não queria fazê-la sofrer.

        Virando-se para o painel, mesmo que estivesse um breu completo do lado de dentro do carro, abriu um compartimento secreto e digitou a senha. Como mágica ouviu o som das trancas sendo abertas e aquelas escamas de ferro deixando de recobrir os vidros fazendo um barulho tintilante. As pequeninas telas de LCD que desceram em cada uma das janelas apagaram e voltaram a esconder-se. O Caixão voltara a ser um mero Lexus modelo antigo, luxuoso e comum. Com a claridade da iluminação pública presente, os olhos de Nathan voltaram ao tom verde esmeralda de sempre, e com o rosto mais sério do que antes, sem sombra de emoção existente, virou-se. Mais uma vez a música de seu carro fez-se mudar, mas dessa vez ele não começou a cantar junto. Era uma música chamada Running Up That Hill, que ele não gostava mas mantinha lá – sim todas as músicas que ele tinha eram temas de filmes e séries de vampiros; True Blood, Entrevista com o Vampiro e esta era Daybreakers; ele se sentia mais vampiro ouvindo músicas desse tipo – e estranhamente fez sentido naquele segundo... parecia o destino, as músicas mudavam de acordo com seu humor.

        - Agora entendo, estou na mesma situação que você a um segundo atrás. Estou num beco sem saída.

        Com um toque no painel, a porta do lado de Sarah também abriu-se deixando o passeio livre, caso ela quisesse ir embora. Sim, ele estava traindo sua espécie, tendo um caçador nas suas garras e acabando por abandoná-lo sem nem mesmo ameaçá-lo de verdade. Ela não estava amedrontada, ele estava mais confuso do que qualquer coisa e não conseguia fazer mais nada enquanto ela não fosse embora. Seu cheiro, seu toque... tudo nela era uma droga, e ele acabara de receber uma overdose de Sarah. Deixaria ela ir embora antes que o pouco de sanidade adquirida através dos anos fosse embora com mais um olhar, com mais sons vindos de sua boca sedutora, de seu batom vermelho... sua boca, seu toque seu perfume... ela! Virou-se de repente e deu um beijo em sua boca. Um beijo vivo, mas sem prazer, sem aquela volúpia que ele queria transmitir... principalmente, porque nesse instante sentiu a ponta da 9mm pressionada contra a sua costela. Sim, ele a tinha encurralado só para trocar de lugar com ela.



    --------------------------------------------------
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    Re: Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

    Mensagem por Sarah Ellewanger em Qui Maio 27, 2010 12:24 am




    Estava quente dentro do confortável e assustador veículo, escuro e quente. Minha mão escondida sob a jaqueta sentia os efeitos daquela onda de calor, estava molhada, trêmula, pronta para trair no momento em que mais precisava dela. Nathan parecia pensativo e eu não queria que ele pensasse, queria que ele agisse sob os domínios de seus impulsos selvagens e viesse em minha direção com todo o desejo que pudesse, as vozes incessantes imploravam por isso e a pequena porção de consciência que me restava também, não pelo mesmo motivo. Meus olhos fugiam desesperadamente dos pontos vermelhos e brilhantes que iluminavam a escuridão do interior do Lexus, minhas pernas aguentavam a tensão do meu corpo rígido sobre si. Aquela altura eu conseguia ouvir claramente as batidas do meu coração aceleradas, sentir sua pulsação em todos os pontos do corpo. E ele também.

    A espera estava me matando mais depressa que qualquer ação que viesse da parte dele, não era o interior do carro que estava quente, era apenas eu. Cada celula do meu corpo estava entrando em erupção, como um vulcão adormecido que decide reviver sua fúria e banhar em larva tudo que tentar segurá-lo pelo caminho. Eu estava pronta para a explosão, quando ele quebrou o silêncio que nos rodeava com uma frase aparentemente sem sentido. Em um gesto rápido ele tocou o painel, digitou sem hesitação no teclado minúsculo escondido sob o material escuro que revestia a peça e as luzes voltaram. As portas estavam destravadas e as telas sumiam com a mesma rapidez com que haviam aparecido. Não contive minha surpresa que foi expressa em uma interjeição atropelada por um suspiro ansioso, não por medo. – Ahn! - Em um espasmo meu corpo se contraiu e me afastei fortemente batendo o ombro no vidro, agora livre, do carro. A porta se abriu. Não por minha causa, mas por ele. Estava me libertando.

    Minha face contorcida não precisava de explicações, era um misto de surpresa e incompreensão. Eu havia acabado de me oferecer e ele me rejeitava com tamanho requinte. Demonstrava seu desprezo, seu asco por mim e pelo que eu era. Me virei devagar na direção da rua vazia, não sabia ao certo onde estava, a penumbra da parca iluminação fazia o chão brilhar em alguns trechos do caminho que dava em um beco, tentei me mover, mas foi inútil como das outras vezes. Ele era um imã e eu uma peça de metal atraída para uma prisão, uma atração doentia e insana, mas as vozes haviam cessado quase que por completo, eu ouvia apenas sussurros, palavras soltas e sem sentido. Boca, perfume, sangue, língua, vísceras. Em algumas o tom era mais alto, eu implorava por silêncio. Brigando comigo mesma, esqueci dos meus olhos que encontraram os poços verdes que enfeitavam o rosto perfeito de Nathan. Um nocaute. Senti o peso daquele olhar me invadir, me consumir. Era como cair em um buraco profundo e ao mesmo tempo flutuar. A quanto tempo eu não me sinto assim? Divaguei em minha viagem.

    Meus lábios se esticaram no que identifiquei como um quase sorriso, como aqueles de embriaguez inicial, quando voce se sente leve, livre, que foi interrompido pelo choque dos lábios deles contra os meus. O beijo não foi como durante todo o nosso encontro fora anunciado, não tinha a paixão, o fulgor, a luxúria que eu esperava. Eu deveria ter sido arrebatada para o infinito, mas não foi assim. Seus lábios macios e volumosos era estranhamente cálidos, apesar da frieza que passavam ao toque. O contato de sua pele com a minha fez com que minha temperatura aumentasse, se assim fosse possível, ainda mais. Eu poderia suprir a nós dois de calor. Abri os olhos, por um instante não reconheci nada ao meu redor, a boa notícia era que eu havia retomado o controle da minha mente, as vozes não estavam mais lá. Meu olhar passeava sobre o teto do carro enquanto eu me esforçava para mantê-los abertos. Um novo espasmo me tomou como um surto brando, uma carga maravilhosamente modulada de eletricidade.

    O que devo fazer? Aquele era o momento pelo qual esperei desde que ele me trancara em seu esquife de metal com rodas. A chance de terminar com tudo. Meu estômago revirou. Era agora ou nunca. Segurei com firmeza o cano da Firestar, não poderia me esticar nem mirar, me afastei do vampiro e ergui a arma, sem nem mesmo tirá-la do coldre. Não importava onde iria acertar. Puxei o gatilho e o som do estampido da bala folheada a prata ecoou, me joguei para fora do carro caindo de costas no calçamento. Ele se contorceu e meio que se curvou, mas eu não tinha certeza de tê-lo acertado. Aquelas balas não poderiam matá-lo, mas certamente causariam algum dano momentâneo. Com as mãos firmes tirei a arma do coldre e a apontei para ele. Eu me preparava bem fisicamente e sem as vozes me enfraquecendo eu tinha visão clara do que fazer, como agir e do que esperar. A única coisa que me delatava era a respiração ofegante.



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    Re: Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

    Mensagem por Nathaniel Szhor em Qui Maio 27, 2010 1:40 am

    WITH THE LIGHTS OUT IT'S LESS DANGEROUS
    HERE WE ARE NOW
    ENTERTAIN US •

    I FEEL STUPID AND CONTAGIOUS

    --------------------------------------------------


        Nathan fechou os olhos enquanto aquela sdor que começava na região abdominal parecia percorrer todo o seu corpo. Era passageira, e logo o sangue curaria a ferida, mas mesmo assim, aquilo foi uma traição. Uma traição previsível, visto que estava lidando com uma caçadora, uma mulher treinada para destruir monstros como ele. Nem ouviu quando os primeiros sons da guitarra de Kurt Cobain começaram a soar dentro do carro. Seus sentidos ofuscados pelas dores e sua mente atordoada pela garota que o havia ferido usando sua arma de fogo. Ela errara o tiro se queria matá-lo, mas sem querer despertou seu instinto de sobrevivência e um outro, que há anos não sentia dentro de si. Lá no fundo de sua mente perturbada uma voz chamava baixinho “Hello, hello, hello, how low...” mas a frequência do som vinham aumentado, e de difuso ele passava para concentrado. Ele chamava Nathan de volta para o mundo. “Hello, hello, hello, how low...”. Então de súbito seus olhos demoníacos vermelhos se abriram, e com um impulso poderoso de suas pernas e sua velocidade vampírica segurou Sarah pelo casaco e ambos foram parar no meio do passeio. Com o salto ele sem querer tocara na roda que regulava o volume da música, e agora toda a vizinhança ouvia em alto e bom som [url=https://www.youtube.com/watch?v=zYxkezUr8MQ ]Smells Like Teen Spirit[/url].

        A arma tinha voado longe, mas ele não cometeria mais o mesmo erro. Arafava de ódio, e sangue negro ensopava sua camiseta. Seus dentes brancos e brilhantes agora mostravam as presas entre eles, e dessa vez ele não tinha sorriso, apenas uma animalesca expressão de ódio. Segurou com força os cabelos dourados da caçadora que gemeu de dor e tentou se dabater, mas ele era rígido como rocha, movido por seu frenesi. Puxou a cabeça de Sarah para cima e olhou em seus olhos azuis brilhantes que pareciam dizer “Muito jovem para morrer”. Cheirou seu pescoço e beijou o ponto da jugular. Sentia ela se debatendo sob ele, dominada e contida. Fez mais força ao segurar seu braço, mantendo seu tronco preso ao chão. Sentia seus batimentos cardíacos acelerados, sua respiração entrecortada e o cheiro da adrenalina e do medo. Sentindo seu perfume, virou-se mais uma vez ara seu rosto, e dominando-a, e sem suportar a vista dos lábios entreabertos da caçadora a beijou.

        Esse fora um beijo verdadeiro. Suas presas roçavam contra os lábios e a língua da humana, que respirava e gemia de dor e de prazer ao mesmo tempo, enquanto ela forçava seu corpinho ao chão usando seus instintos animalescos e seus poderes sobrenaturais para segurarem ela lá, submissa, como se presa em garras de um predador de verdade – e ele não era? O corpo dela se ondulava em suas tentativas fúteis de escapar, ou então implorando por mais, pois ele já notara que não precisava mais segurar seus cabelos, ela já não desgrudava mais. Seus lábios eram pressionados, e com eles mil emoções passavam em sua cabeça vampira bloqueada pela sede e pelo ódio. Seus instintos tomando conta do ocorrido, a loucura que um dia ele havia abandonado voltando de repente numa tempestade torrencial de forças que ele nunca seria capaz de controlar ou aprisionar. Dela parecia surgir um calo imenso, que entrava pelos seus poros e penetrava fundo em sua pele, aumentando a sensação – era como ter acabado de se alimentar com sangue fresco humano, só que a diferença era que vinha de fora para dentro.

        Agora o beijo suavizava e de repente já fazia mais carícias do que se ocupava em mantê-la sobre controle. A paixão tomava controle de seu corpo e ele não queria mais parar. Sentir a humana e suas formas graciosas sob ele era uma sensação mais que incrível, e com sua mão acariciava ela desde os ombros passando pelas costas e seu abdome. Seus músculos seus ossos e o sangue corrente nas veias despertavam cada vez mais os seus sentidos. E a música que vinha das poderosas caixas de som de seu carro faziam a terra tremer. Seu toque frio, que se aquecia, seus lábios que se encostavam, levemente abertos, e ocasionalmente sentia a língua dela invadindo sua boca, tocando nos caninos afiados. O perfume floral que ela exalava de um misto de medo ansiedade e paixão,m que jamais ele sentira em lugar algum, estando com as mais diversas humanas. Ela ofegante em seus braços, entregue a ele. Ela era sua.

        E o beijo acabou lentamente deixando um gostinho de quero mais na ponta da língua de ambos. Deixaria claro que aquela fosse apenas a ponta do iceberg para a caçadora, e que era ir em frente ou não continuar. Ele com sua voz grave, baixa e tipicamente sedutora, disse no ouvido da caçadora:

        - Tem ideia do que eu posso fazer com você?

        Era um misto de ameaça algum tipo de aviso. Seus olhos brilhavam em vermelho e ele ainda mostrava os dentes caninos enormes.

        - Tem ideia do que você está fazendo comigo?




    --------------------------------------------------
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    Re: Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

    Mensagem por Sarah Ellewanger em Qui Maio 27, 2010 2:39 am




    Eu o havia acertado, ele agora sofria a dor da prata corroendo sua carne apodrecida de morto vivo. Por um instante eu poderia sorrir satisfeita, mas meus músculos faciais não quiseram me obedecer, eles sabiam melhor que eu que aquilo não estava acabado. Nathan não era um vampiro tão jovem, tinha poder e havia aprendido muito bem a usá-los, prova era a manipulação mental que sofri o tempo inteiro em sua presença. Mas aquele maldito agora tinha um pouco do próprio remédio. Eu ainda estava deitada no chão, imóvel, congelada, os braços começavam a pesar segurando a Firestar apontada na direção do vampiro em dor. O som daquela música com seus acordes arranhados em guitarra invadiu meus ouvidos, enquanto eu tentava me concentrar em outra coisa; nos movimentos dele.

    Ele me olhou com a boca entreaberta e os dentes expostos, seus olhos cintilavam e Nathan soltou um som agudo e profundo. Eu prendi a respiração agitada, o havia irritado e agora veríamos se meu plano tinha dado certo ou se eu apenas tinha adiado minha morte, que poderia ter sido tranquila no interior do carro, agora ele me dilaceraria ali mesmo na rua. Ele saltou em minha direção com uma rapidez incrível e tudo que pude fazer foi encolher minhas pernas para evitar que ele ficasse bem em cima de mim. Não tive tempo, no meio do caminho de dobra ele estava lá, rosnando ao meu ouvido e minha arma tinha sido arremessada para longe. Estava presa, ainda que me debatesse e lutasse com todas as forças, era inútil, era como lutar contra aço em movimento. Seus dentes pontiagudos ameaçavam meus olhos, pareciam poder engolir meu rosto em uma só mordida, sem maiores problemas Nathan me imobilizara e aplicou o que parecia ser seu maior trunfo; um beijo. A segunda vez que ele o fazia em um intervalo de minutos, mas este foi diferente.

    Tudo que eu esperava do primeiro beijo foi superado nesta segunda tentativa. O ardor selvagem pelo qual tanto implorei em coro com as vozes em minha cabeça agora finalmente me acalentava, queria ser devorada. As mãos dele apertavam minhas costas e seus dedos massageavam os músculos ao longo de minha coluna, até que eu relaxei, apoiada contra ele e abandonei a batalha. Um beijo demorado e profundo, repleto de línguas que se exploravam, sentindo o gosto uma da outra. Se devorando mutuamente, até que o ritmo imposto por ele foi decrescendo. Seus lábios eram de seda e a língua, de uma rápida umidade. Tentei recuar, mas percebi que sua mão segurava a minha nuca, pressionando minha boca contra a dele. Suas carícias eram como seu instinto, tinham uma pitada de agressividade, era voraz. Sua boca deixou a minha e percorreu o caminho descendo pelo maxilar. Ele encontrou a pulsação do meu pescoço e eu não escondi meu temor, estremeci e encolhi entre os ombros, fazendo deles minha proteção.

    Sua voz aveludada, deliciosa entrou por meus ouvidos. Ela conseguia chegar diretamente ao meu cérebro. – Não está fazendo? Se vai me matar, acabe logo com isso, não vou participar dos seus joguinhos. – Disse munida do resto de dignidade que havia me sobrado. Seus dentes arranharam onde havia o latejar em meu pescoço, devagar, quase como um aquecimento, uma carícia gentil se não fosse pelo que poderia vir depois. Sua pergunta não era clara, ele parecia estar brincando comigo. Tentei esticar meus dedos e tocar sua ferida ainda aberta. Aaah, eu queria machucá-lo, não seria como suas outras vítimas, ainda podia lhe dar um pouco de trabalho.

    A ponta do meu dedo tocou o pequeno buraco úmido sobre sua pele de gelo, era desconfortável tocar ali. Como uma criança que tira a cobertura de um bolo em festa, tentei passar meu dedo ao redor da ferida, se pudesse o teria enfiado por completo, mas minhas mãos estavam esmagadas pelo peso do corpo dele sobre mim, ainda que não fizesse o mesmo esforço para me manter presa. Queria ouvir novamente aquele ruído pós tiro, não me importava de morrer ali mesmo, deitada no chão de uma rua vazia em um bairro, preferia morrer a deixá-lo entrar de novo em minha mente. Se eu tivesse opção. – Isto? – Perguntei enquanto fazia o primeiro movimento giratório com o dedo ao redor da ferida. Que venha a morte inexorável e lenta, mas antes o gemido de dor de um vampiro.



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    VESTINDO a preguiçosa não colou ! ?
    NOTES Sarah se ferrou, again. Não vou corrigir hoje pq meu monitor tá azul e meus olhos estão doendo ! ?
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    Re: Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

    Mensagem por Nathaniel Szhor em Sex Maio 28, 2010 11:55 am

    LET MY BODY BURN,
    LET MY BODY SWIRL AROUND YOU
    ALL
    AROUND YOU •

    LET ME COME INSIDE, LET ME BE A PART OF YOU TONIGHT

    --------------------------------------------------


        Ela tentava lutar, ela tentava provocar-lhe dor, e mesmo assim a besta dele não conseguia matá-la. Toda a sua sanidade estava na preservação da vida da vítima e isso significava muito, mas muito mesmo autocontrole. Significava abster-se de tudo que ele mais presava, de ver o sofrimento, de amá-lo mais que todas as coisas. Significava errar em seu raciocínio tão rápido e eficiente. Com seus olhos vermelhos, o ódio borbulhando em suas veias como a própria erupção de um vulcão. Ele estava prestes a explodir. Inconsciente, prezando tudo para imobilizar a caçadora, com apenas uma mão apertou seu pescoço. Viu as lágrimas surgindo em seus olhos brilhantes, ela tentava falar algo? O ar não entrava nem saía. Esperou alguns segundos para sentir que ela finalmente entrara no estado de inconsciência, mas sempre alerto para que o pulso não fosse reduzido a zero. Já tinha matado pessoas assim, era algo muito sofrido, horrível de se ver para os não apreciadores do sadismo, lindo para Nathaniel... divertido. Mas ele não se divertiu com aquilo.

        - Você caçadores não aprendem, por que você não foi embora!

        Ficou de pé, olhando o produto do seu crime. Sarah estava ensopada em seu sangue negro, com marcas no pulso de sua mão e no pescoço, por suas presas. Vista dessa forma ela parecia pacífica, tendo um de seus melhores sonhos. Ela ainda demoraria para acordar. Agachou e tomou-a nos braços, colocando-a sentada no banco de trás do Caixão. Recolheu depois a arma que ela tinha abandonado no meio do passeio, e colocou a 9mm no coldre em seu casaco. Sem desperdiçar tempo, deu partida no Lexus, abandonando o local do crime e finalmente desligando o som.

        - Não sei se você é muito estúpida, muito teimosa ou muito corajosa. Acho que nem se unisse os três eu teria metade do que você é, garota.

        Decidiu parar de respirar para que seu ferimento curasse mais rapidamente. Logo não haveria mais ferimento algum, mas provavelmente a bala continuaria em seu corpo até dissolver. Com os olhos vermelhos atentos procurou um motel fajuto, desses que você paga barato por apenas uma noite e os donos não costumam fazer nenhuma pergunta, principalmente se você aparece acompanhado por uma mulher aquela hora da noite.

        Parou em um deles, tomou um casaco que tinha no porta malas e envolveu-se no mesmo, tampando a camisa toda cheia de sangue. Entrou em passos curtos, observando o local com certa desconfiança. Ergueu os olhos verdes para a mulher no balcão e encheu o rosto de alguns litros de seu belo sorriso. Ela respondeu satisfatoriamente que arranjaria um quarto por um preço razoável, e ele agradeceu com firmeza. Quem passou do lado de seu carro deve ter achado estranho aquelas escamas de ferro encobrindo o mesmo nesse momento. A mulher deixou-lhe com uma chave, e mais uma vez agradeceu. O quarto 103 era dele. Estacionou o carro numa vaga próxima a escada e subiu com Sarah nos braços, como o típico príncipe de contos de fada que tinha acabado de salvar a mocinha do monstro. Infelizmente ela era uma heroína e ele era o monstro – parece que o bem sempre vence não era um axioma no final das contas.

        O quarto não era velho nem novo. A cama era daquelas vulgares que você apertava um botão e as fazia tremer, e a televisão era um fócil, ainda sendo de tubo. Hoje poderia ganhar um bom dinheiro vendendo aquelas antiguidades para colecionadores de todo o mundo, visto que eram raridades. Abandonou o corpo da caçadora na cama. Ela parecia quase angelical daquela forma, com os lábios entreabertos, o corpo pálido a luz de uma lampada branca, com seus cabelos louros espalhados como uma auréola em volta da cabeça – só então a sede tomou conta de seu corpo, e ele se aproximou e mordeu seu pulso com força, deixando que o líquido da vida fluísse garganta abaixo por um instante; ela era deliciosa como só uma humana amedrontada e apaixonada pode ser, e por isso demorou-se, saboreando mais que bebendo; quando acabou a refeição lambeu a ferida e amarrou com um pedaço rasgado de sua própria camisa, aproveitando que ela estava um bocado já destruída; misteriosamente feridas como aquela cicatrizavam rápido, mas por um bom tempo ela não poderia empunhar uma arma com a mão direita. Nathaniel olhava para a chave do quarto, imaginando o que fazer com ela. Não queria deixar a garota presa quando ela acordasse. Fechou a porta e arremessou a chave para dentro de modo que ela não cairia longe da vista quando ela fosse tentar abri-la pela manhã.

        Saltou do andar e caiu bem do lado de seu Lexus, que tinha sido deixado já aberto e com o motro ligado. Acelerou e saiu de perto de lá, deixando que Sarah acordasse e encontrasse o bilhete – sim, ele tinha escrito um bilhete, colocado dentro de seu casaco para que fosse achado tão logo ela procurasse pela arma. Nele vinha escrito numa caligrafia redonda e bonita, praticamente a transformação em escrita de suas palavras, com aquele tom grave e sedutor de sempre, pronunciadas em voz baixa.

        “Não tem idéia do quanto me custou deixar-lhe viva por essa noite, só espero que pense duas vezes quando ver meu rosto novamente. Espero que possamos conversar um pouco mais.
        Nathaniel.”




    --------------------------------------------------
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    Re: Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

    Mensagem por Sarah Ellewanger em Sab Maio 29, 2010 12:24 am




    Eu sabia que aquela não tinha sido uma boa idéia, mas isso não era importante. Ele estava irritado, era puro ódio, eu podia ver em seus olhos sangrentos o que me esperava. Nathaniel alcançou meus pescoço em um movimento impossível de ser captado por olhos humanos como os meus. Sua mão de pedra apertava minha garganta, a pulsação no local trovejava. Eu estava sufocando! Sua voz em minha mente não era mais macia e sedutora, ele dizia para não resistir como uma ordem ditadora e firme. Alguém gritava, sem palavras, e era eu. Seria tão fácil se eu parasse de resistir, como afogar-se depois de parar de tentar permanecer na superfície. Um jeito tranqüilo de morrer. Meu olhar focado nele ficava turvo pelo lacrimejar da falta de oxigenação. Não! Eu respondi a ele dentro da minha cabeça. Não posso morrer aqui, não quero morrer aqui. Olhei dentro de seus olhos com o peso de todos aquelas décadas fazendo pressão sobre mim. Minha expressão retorcida começava a esmaecer, assim como eu em minha luta por ar. Não sei ao certo em qual momento a escuridão tomou conta de mim, de repente as luzes se apagaram e as vozes cessaram, com exceção da dele, que ainda fazia um som estranho ao longe.

    Abri os olhos lentamente, nada em mente desta vez. Como quando acordamos de um sono perfeito, no qual seu subconsciente o deixa em paz, parado, estático, saboreando a sensação de morte quase por completa. O prelúdio perfeito. Divaguei naqueles breves momentos de contato, nos quais eu restabelecia a conexão com este mundo, o dos vivos. Aquela sensação já estava começando a se tornar comum, o vagar entre o vale das sombras. Quanto tempo passei apagada? A pouca luz que agora iluminava o que meus olhos quebrados poderia alcançar não me dizia onde estava. Nenhuma imagem, nenhum resquício dos momentos anteriores, não até agora, quando eu tentava recobrar total consciência. Levantei em um salto procurando Nathaniel nos arredores do lugar, quando uma dor excruciante me derrubou de volta na cama desconhecida. Precisei respirar fundo antes de desmaiar novamente, minha mão queimava, um grito de dor não pediu passagem e saiu sem aviso pela minha boca. A dor era imensa. Abri a boca, e respirei bem fundo. O ar desceu pela minha garganta chiando e gritando. Eu estava engasgando com ar. Tossi e lutei para respirar. Já estava zonza, um pouco enjoada, quando consegui respirar fundo, mas não tinha desmaiado. Calma, calma. Eu dizia a mim mesma na esperança de que funcionasse. Eu lembrava gradativamente da situação anterior ao mesmo tempo que buscava com os olhos semi abertos alguma familiaridade com o local no qual estava agora, o que foi inútil. Um quarto desbotado me rodeava.

    Um velho relógio despertador estava sobre o criado mudo de madeira envelhecida pelo tempo ao lado da cama, o foco ainda não era bom, mas me esforcei para ver as horas. Da minha entrada na Vouga até o momento mais de quatro horas se passaram, ainda era noite, mas não duraria muito. Reunindo forças trouxe minha mão machucada para perto do corpo e tentei me sentar, precisava ver o tamanho do estrago, já tinha breve idéia pelo tamanho da dor que me causava. Sentada, olhei para um bolo disforme e roxo com dois buracos, que reconheci imediatamente o que os causara, no meio dele. Eu não estava nada bem, minha cabeça começava a girar novamente e aquela ferida não cicatrizaria com facilidade. O som do celular no bolso interno da jaqueta quebrou o silêncio tortuoso do quarto, Peach parecia muito mais pesada do que o normal. Tateei com a mão sadia o bolso para pegá-lo, ao olhar na tela, o nome de Ryan piscava e branco reluzente. Pensei um pouco antes de atender, mas o fiz. - Sarah, preciso de ajuda, temos um suposto vampiro estacado no Hospital Dom Feliphe. – Não o deixe terminar a história, olhei minha mal latejante e meu tom saiu mais desgostoso do que eu pretendia. – Desta vez não posso ajudar. – Explique sem muitos detalhes o que havia acontecido, o humor noturno de Ryan não amenizou sua reclamação, pelo contrário, ele foi duro como somente ele poderia ser. Era estranho as vezes lidar com essa mudança de comportamento tão acentuada. De dia eu adorava, a noite, não estava tão certa.

    Desliguei o telefone me sentindo ainda pior, agora era alguém completamente inútil, nem meus amigos poderiam contar comigo por um bom tempo. Percebi ali que minhas roupas estavam imundas, machadas de sangue. O sangue dele. Deitei novamente, sem pressa desta vez, senti a maciez da cama de casal larga. Um pedaço de papel estava no lado que eu não ocupava. O peguei hesitante. A letra bem desenhada revelava palavras que eu julgava impossíveis vindas de um vampiro. Um truque? Ele ainda jogava comigo, mas confesso que estava curiosa para saber o motivo pelo qual poupara minha vida. Nathaniel. Eu sabia que havia algo a mais sobre ele. Maldito seja! Mesmo de longe tinha encontrado uma forma de continuar em minha mente e me marcara tão profundamente que eu não poderia esquecê-lo tão cedo. No corpo e na mente. Amassei o bilhete e o joguei ao chão na lateral da cama. Não sairia dali aquela noite, eu precisava descansar e o quarto provavelmente já estava pago, aproveitaria ao menos a única boa ação da noite.


    TAGGED Nathaniel Szhor, Ryan Cromwell ! ?
    VESTINDO O mesmo do primeiro, só que a jaqueta agora está furada e suja xD ! ?
    NOTES Bons sonhos Saritas, fica bem logo ._. ! ?
    LOCATION Algum lugar fora da Vouga - Casa noturna. ! ?
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    Re: Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

    Mensagem por The Destiny em Dom Jul 25, 2010 2:22 am

    RP Finalizada!!!


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    "Há sempre um caminho a seguir, Uma página é escrita, Tudo são meras possibilidades, Quão grande é inocência, de quem do próprio destino não tem consciência, O destino é cego.Quem de vós desconfiai?
    Ele sempre sabe o caminho, mas nunca vê para onde vai. Todos os caminhos pertencem ao destino .
    E foram traçados antes e depois de acontecerem.
    O tempo é apenas um mero detalhe."

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    Re: Vouga - Casa Noturna - RP Fechada - [24/03/2032] Noite

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